Dia 3 de fevereiro – Revolta de Sousa Dias – Começa no Porto a revolta de Sousa Dias. Surge Manifesto assinado pelo general Sousa Dias, capitão-médico miliciano Jaime Cortesão, capitão Sarmento Pimentel. No dia 7, o movimento alastra a Lisboa, sob o comando de Agatão Lança. 50 mortos em Lisboa, 70 no Porto.

Dia 17 de fevereiro  – Manifestação de apoio ao governo contra a maçonaria, promovida por uma Confederação Académica da União Nacional e por uma Milícia Lusitana

Abril – Criação em Lisboa e no Porto de uma Polícia Especial de Informações.

Dia 1 de maio – Governo de Vicente de Freitas diz querer transformar o 1º de Maio  numa Festa do Trabalho a ser comemorada  em serenidade, paz e harmonia social. Todos os comícios são proibidos. Dissolvida a CGT.

Dia 13 de maio – António de Cértima  reedita O Ditador (Lisboa, Rodrigues & Ca., a 1ª ed. é de 1926). No frontespício uma frase de Napoleão: celui qui sauve sa patrie ne viole aucune loi.

Dia 28 de maio – Governo anuncia a intenção de proceder a eleições.

Agosto – Sinel de Cordes em Genebra tenta obter empréstimo da Sociedade das Nações.

Dia 12 de agosto – Esboça-se golpe de Estado de Filomeno da Câmara, com os Caçadores 5, contra a criação do cargo de vice-presidente do Ministério que é ocupado por Passos e Sousa.

Dezembro – Formada a Liga de Paris. Surge uma série de artigos de Salazar no Novidades contra Sinel de Cordes.

Dia 27 de dezembro – Vicente de Freitas em entrevista ao Diário de Notícias anuncia que o governo elabora lei eleitoral e medidas preparatórias para o recenseamento e que apoia a organização de uma Liga Nacional 28 de Maio.

Dia 7 de fevereiro – Cunha Leal numa conferência no Teatro de São Luís defende o nacionalismo  como a única forma de salvar a Europa da invasão dos bárbaros, o comunismo soviético

Dia 24 de fevereiro – Decreto sobre a eleição presidencial por sufrágio direto.

Dia 27 de março – Eleições  para Presidente da República. Carmona com 761.730 votos.

Dia 15 de abril – Carmona toma posse.

Dia 18 de abril – Novo governo sob a presidência de Vicente de Freitas. Duarte Pacheco na instrução. Fica por preencher a pasta das finanças.

Dia 28 de abril – Salazar, depois de ser nomeado ministro das finanças no dia 27, toma posse: sei muito bem o que quero e para onde vou, mas não se me exija que chegue ao fim em poucos meses. No mais, que o país estude, represente, reclame, discuta, mas que obedeça quando se chegar à altura de mandar. Início da chamada ditadura das finanças.

Dia 28 de maio – Comandantes das unidades da guarnição militar de Lisboa (o governador militar é Domingos de Oliveira) vão cumprimentar Salazar.

Dia 1 de junho – Começa a circulação de veículos pela direita.

Dia 9 de junho – Salazar agradece os cumprimentos dos oficiais da guarnição militar de Lisboa: é a ascensão dolorosa dum calvário. No cimo podem morrer os homens, mas redimem-se as pátrias!.

Dia 11 de junho – Salazar em entrevista ao Novidades observa que o heroísmo é uma exceção na vida: tem de ser curto e decisivo.

Dia 20 de julho – Tentativa revolucionária em Lisboa. Revolta dos Caçadores 7 no Castelo de S. Jorge sedições em Setúbal e no Entroncamento. Em notas oficiosas Salazar pede lealdade na cobrança dos impostos: nem otimismo, nem pessimismo, apenas fé.

Dia 10 de novembro – Remodelação no governo. Entrada de Cordeiro Ramos para a instrução e de Mário de Figueiredo para a justiça.

Dia 19 de janeiro – Estaline expulsa Trotski da URSS. Nos Estados Unidos, posse de Herbert Hoover.

Dia 15 de fevereiro – É emitido o primeiro Código de Processo Penal Português. Surge o periódico Federação Agrícola, órgão da Federação dos Sindicatos Agrícolas do Centro, dirigido por Tiago Sales e tendo como diretor-técnico o professor Mário Azevedo Gomes. Pretende assumir-se como a voz da lavoura. Defende o tradicional sindicalismo agrário e faz um apelo à organização cooperativa local. Criticam a transferência do ensino agrícola para o ministério da instrução levada a cabo por Gustavo Cordeiro Ramos. Critica-se a falta de crédito para a agricultura. Exposição de Salazar ao Diário de Notícias. Considera que os portugueses, nas relações com o Estado, têm dois vícios: para alguns, o Estado é o inimigo que não é crime defraudar; para  outros, o Estado deve ser o protetor da sua incapacidade e o banqueiro inesgotável da sua penúria. Termina, considerando que a Nação pode mudar de médicos, mas não está em condições de mudar de tratamento.

Março – Eleições na Itália onde apenas participam os fascistas.

Dia 22 de março – Reforma da Caixa Geral de Depósitos. Institui-se como anexa à instituição uma Caixa Nacional de Crédito que vai ter a seu cargo os serviços de crédito agrícola e industrial. As Caixas de Crédito Agrícola Mútuo ficaram, a partir de então, na dependência desta CNC. Começava o processo de estadualização do crédito agrícola que passa pela adoção de um modelo uniforme para todas estas instituições. Em 1938 já o governo era autorizado a intervir diretamente na gestão das mesmas pela nomeação de comissões administrativas. Até então, elas estavam na dependência da Junta de Crédito Agrícola do ministério da agricultura. Imediatos protestos da lavoura.

Dia 27 de março – Instituída a Intendência Geral do Orçamento.

Abril – Salazar emite em 27 de abril uma nota oficiosa intitulada Um Ano de Finanças.

Dia 1 de maio – Salazar, numa entrevista ao Novidades declara: nunca nenhum médico perguntou a um doente o remédio que ele deseja tomar, mas apenas o que é que lhe dói. De maio a agosto Salazar está internado no Hospital da Ordem Terceira de S. Francisco por ter fraturado uma perna. Nesse quarto se realiza o conselho de ministros que aprova o segundo orçamento salazarista.

Junho – Portaria dos sinos de Mário de Figueiredo 26 de junho. A Portaria nº 6 259 que permite manifestações públicas do culto católicos, com procissões e toques de sinos. O ministro da guerra Júlio Morais Sarmento comanda protestos anticlericais. Figueiredo pede a demissão no que não é acompanhado por Salazar.

Dia 30 de junho – Publicado o segundo orçamento salazarista. Mussolini ratifica o Tratado de Latrão.

Dia 3 de Julho – Salazar pede a demissão por causa da portaria dos sinos de Mário de Figueiredo que permitia a realização de procissões.

Dia 7 de julho – Reunião em Torres Vedras dos viticultores do centro e sul criticando o chamado projeto de salvação do Douro que visava proibir a entrada na região do Douro das aguardentes do Centro e do Sul.  José Relvas, presente, considera a solução como imbecil.

Dia 10 de julho – Governo de Ivens Ferraz – Ivens Ferraz, novo Presidente do Ministério. Salazar é o único membro do gabinete anterior que transita. Saem Cordeiro Ramos e Mário de Figueiredo. Entre os novos ministros, Lopes da Fonseca, na justiça; Linhares de Lima, na agricultura; Antunes Guimarães no comércio; Eduardo Marques nas colónias. União dos Interesses Económicos protesta contra a política de crédito agrícola.

Dia 13 de agosto – Reforma geral do sistema tributário, com reorganização do contencioso das contribuições e impostos.

Dia 16 de agosto – É instituída por Linhares de Lima a chamada Campanha do Trigo.

Dia 20 de setembro – Salazar emite nota oficiosa sobre os protestos da lavoura quanto à integração das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo na CGD. Aí se criticam coletividades com representação e com nome que diminuem e prejudicam o que de verdadeiro e útil  há nas suas exosições com o capricho de manterem contra a verdade afirmações inexatas que por lapso lhe escaparam.

Dia 21 de outubro – Câmaras Municipais homenageiam Salazar. Um ano depois das homenagens dos militares chega a vez da província vir agradecer ao mago reformador.

Dia 29 de outubro – A quinta feira negra na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Desencadeia-se a Grande Depressão que vai destruir o equilíbrio do mundo ociedental que até então balouçava emtre o laissez faire na economia e o parlamentarismo demoliberal na política. De 1929 a 1932 só jos Estados Unidos vão fechar cerca de 6 000 bancos. O ritmo do desemprego cresce a uma média semanal de cerca de meia centena de milhar de pessoas. Atinge-se em 1933 a cifra de treze milhões.

Dia 31 de outubro – Morte de Gomes da Costa.

Dia 4 de janeiro – Cunha Leal, então diretor do Banco de Angola, profere conferência na Associação Comercial de Lisboa onde critica violentamente Salazar, por causa de Angola. Considera que, devido a esta política, Angola pode deixar de ser portuguesa. A maioria do CM é favorável a Cunha Leal, mas Carmona apoia Salazar. Este responde a Cunha Leal através de nota oficiosa do dia 7, a que Leal responde no dia 8. Cunha Leal é demitido do Banco de Angola, o governo cai e Salazar, no novo gabinete passa a ministro interino das colónias.

Dia 11 de janeiro – Discussão no Conselho de Ministro da questão Cunha Leal. A maioria dos ministros está contra Salazar que apenas é apoiado pelo ministro da justiça Lopes da Fonseca.

Dia 15 de janeiro – Anuncia-se que Passos e Sousa formará governo.

Dia 21 de janeiro – Governo de domingos Oliveira. Salazar, ministro interino das colónias e Cunha Leal sai da direção do Banco de Angola.

Dia 25 de janeiro – Salazar em nota oficiosa, na qualidade de ministro interino das colónias, anuncia um plano de obras de fomento para Angola.

Dia 28 de janeiro – Em Espanha, Miguel Primo de Rivera pede a demissão e parte para o exílio em Paris. Há uma grave crise económica, a que se segue uma súbita desvalorização da peseta.

Dia 16 de fevereiro – Norton de Matos critica publicamente plano de obras de fomento para Angola anunciado por Salazar em 25 de janeiro. Salazar é obrigado a responder com uma série de notas oficiosas de 16 e 22 de Fvereiro, bem como de 29 de abril.

Dia 12 de março – Uma Junta Liberal promove uma conferência antissalazarista do engenheiro Perpétuo da Cruz na Associação de Socorros Mútuos dos Empregados do Comércio e Indústria. Conflito em Angola. O alto-comissário Filomeno da Câmara visita o Lobito e deixa a indefinição em Luanda, onde stala um conflito entre o chefe de estado maior Genipro da Cunha de Eça Freitas e Almeida e o tenente Morais Sarmento, com troca de tiros e morte deste último. Salazar, em 16 de março, demite o alto-comissário e nomeia o tenenete-coronel Bento Roma, segundo o conselho de monsenhor Alves da Cunha.

Dia 27 de março – Cai o governo alemão presidido pelo social-democrata Hermann Muller.

Dia 30 de março – Surge um governo de inspiração presidencial, como o católico Heinrich Brunning. Começa o julgamento de Alves dos Reis.

Abril – Surge Política, revista doutrinária, editada pela Junta Escolar de Lisboa do Integralismo Lusitano. Entre os colaboradores, Dutra Faria, Pinto de lemos, Amaral Pyrrait, António Pedro e António Tinoco. Dura até março de 1931.

Dia 30 de abril – Publicado o Ato Colonial que cria o conceito de Império Colonial Português, abolindo o regime dos altos-comissários. Diz-se que visa os princípios do mais alto nacionalismo. Estava reunido na altura em Lisboa o 3º Congresso Colonial que defende a designação de provínicias ultramarinas e a consideração de um todo unitário e indivisível. Salazar é apoiado por João de Almeida, mas ferozmente criticado por Cunha Leal. O 28 de maio entra em cisão tanto pela questão colonial como pela questão militar.

Maio – Prisão de Cunha Leal. Do Aljube passa para Ponta Delgada e, daqui, para o Funchal. Evade-se em novembro e só regressa a Lisboa, amnistiado, em dezembro de 1932. São também presos nesse mês João Soares, Moura Pinto, Tavares de Carvalho, Carneiro Franco e Raúl Madeira.

Dia 17 de maio – Publicada a Reforma da Contabilidade Pública.

Dia 28 de maio – Discurso de Salazar na Sala do Risco Ditadura Administrativa e Revolução Política.

Dia 16 de junho – Nota oficiosa de Salazar sobre a situação de Angola. Anunciada a criação do Banco de Fomento Colonial com extinção da Junta da Moeda de Angola. O general Bilstein de Meneses é enviado como observador a Angola.

Dia 17 de junho – Prisão de vário chefes republicanos (Sá Cardoso, Helder Ribeiro, Augusto Casimiro, Rego Chaves, Ribeiro de Carvalho, Maia Pinto, Correia de Matoos, Pinto Garcia e Carlhos Vilhena). Já tinham sido detidos em maio João Soares, Moura Pinto, Tavares de Carvalho, Carneiro Franco, Raul Madeira e Cunha Leal. Tudo por causa de um presumível golpe, marcado para o dia 21.

Dia 5 de julho – Prisão de João de Almeida, o herói dos Dembos. Nota oficiosa refere que o mesmo preparava um movimento revolucionário destinado a derrubar o governo. Ivens Ferraz em conlui com o ministro da guerra Namorado de Aguira movimentam-se no sentido do afastamento de Salazar.

Dia 29 de julho – Salazar abandona a pasta das Colónias, para onde é nomeado Eduardo Marques.

Dia 30 de julho – Criada a União Nacional por decreto do Conselho de Ministros. Na Sala do Conselho de Estado, General Domingos de Oliveira lê o texto. Comparecem membros do Governo e representantes dos municípios do país. Salazar faz discurso intitulado Princípios Fundamentais da Revolução Política onde critica as desordens cada vez mais graves do individualismo, do socialismo e do parlamentarismo, laivados de actuações internacionalistas.

Dia 17 de agosto – Em Espanha, as oposições de esquerda unificam-se pelo chamado Pacto de S. Sebastian. Causa Monárquica apoia Salazar e incita os monárquicos a aderirem à União Nacional. Lopes Mateus, o ministro do interior, conhecido como o cabo Mateusentra em conflito com Vicente de Freitas e persegue os monárquicos que não aceitaram colaborar. Chega a ser preso João de Almeida. Surge em Paris o chamado Grupo de Buda com os oposicionistas Moura Pinto, Jaime Morais e Jaime Cortesão. Ligados a José Domingues dos Santos.

Dia 14 de setembro – Eleições na Alemanha. Os nazis, que se opõem ao pagamento de indemnizações de guerra, passam de 12 para 107 deputados.

Dia 5 de outubro – Esboçam-se em Lisboa manifestações da oposição. Efectuadas várias prisões.

Dia 24 de outubro – Golpe militar depõe o presidente Washington Luís no Brasil.

Dia 3 de novembro – Sobe ao poder no Brasil Getúlio Vargas.

Dia 12 de dezembro – Os últimos soldados aliados evacuam do Sarre. Inaugurada a Liga 28 de maio. Dominada por sidonistas e tendo como principal líder David Neto.

Dia 30 de dezembro – Salazar em discurso para militares, elogia as virtudes (é o regime das notas oficiosas, dos discursos calmamente encenados em salas fechadas perante delegações representativas; o reviralho faz golpes de Estado ou organiza-se no exílio).

Dia 19 de janeiro – Novo ministro da guerra. Schiappa de Azevedo substitui Namorado Aguiar na guerra. Este teria conspirado com Ivens Ferraz no sentido da substituição de Salazar.

Dia 26 de janeiro – Novos ministros da justiça e das colónias. Lopes da Fonseca é substituído por José de Almeida Eusébio no ministério da justiça. Armindo Monteiro, novo ministro das colónia. Águedo de Oliveira, subsecretário das finanças.

Dia 4 de abril – Começa a publicar-se o Diário da Manhã, órgão da União Nacional; Começa a revolta da Madeira, liderada por Sousa Dias. Constituída uma Junta Governativa.

Dia 7 de abril  – Partem forças militares governamentais para a Madeira.

Dia 8 de abril – Revolta nos Açores.

Dia 14 de abril – Proclamada a República em Espanha.

Dia 17 de abril – Revolta militar na Guiné.

Dia 20 de abril – Rendem-se os revoltosos dos Açores.

Dia 22 de abril – Parte de Lisboa nova expedição militar contra os revoltosos da Madeira. Comanda-a o próprio ministro da marinha, Magalhães Correia.

Dia 25 de abril – Parte novo contingente para a Madeira, sob o comando do coronel Cameira; Visita oficialmente Lisboa o príncipe de Gales e o duque de Kent.

Dia 28 de abril – Magalhães Correia lança um ultimato geral aos revoltosos.

Dia 30 de abril – Iniciado o ataque aos insurretos da Madeira.

Dia 1 de maio – 1º de Maio em Lisboa – Incidentes em Lisboa com estudantes. Surgem manifestos de um grupo dito Estrela Vermelha.

Dia 2 de maio – Rendem-se os revoltosos da Madeira.

Dia 7 de maio – Rendem-se os revoltosos da Guiné; Salazar emite nota oficiosa intitulada O Preço da Desordem.

Dia 13 de maio – Regresso das tropas governamentais a Lisboa.

Dia 17 de maio – Manifestação de apoio ao regime. Discurso de Salazar intitulado Ditadura Nacional, Governo Nacional, Política Nacional.

Dia 18 de maio – Aprovação provisórias das bases orgânicas da União Nacional, numa reunião presidida por Lopes Mateus; Quando os manifestantes pró-regime regressam de Lisboa, são lançadas bombas contra eles.

Dia 19 de maio – Ataque à maçonaria – Fechada e selada a sede do Grémio Lusitano.

Dia 25 de maio – Bombas em Lisboa – Bombas em Lisboa no Alto do elevador de Santa Justa. Tumultos na Rua do Carmo.

Dia 28 de maio – Sessão da Liga 28 de maio com ataques à maçonaria e ao comunismo.

Dia 2 de junho – Universidade Técnica de Lisboa – Decreto aprova os estatutos da Universidade Técnica de Lisboa, então integrada pelo Instituto Superior de Agronomia, pela Escola Superior de Medicina Veterinária, pelo Instituto Superior Técnico e pelo ISCEF.

Dia 18 de junho – Oficiais da marinha prestam homenagem a Salazar e a Magalhães Correia.

Dia 25 de junho – Remodelação – Schiappa de Azevedo deixa o ministério da guerra. A pasta é assumida interinamente pelo ministro do interior, Lopes Mateus.

Dia 29 de junho – Terceiro orçamento de Salazar – Salazar apresenta o seu terceiro orçamento para 1931-1932, com um saldo positivo de 1 900 contos. Declara que estamos sob o temporal de uma crise mundial.

Dia 4 de julho – Decreto cria a Junta Nacional de Exportação das Frutas.

Dia 8 de julho – Aliança Republicano-Socialista solicita a Carmona em audiência direitos como partido político; Criada a Junta Nacional de Olivicultura.

Dia 17 de julho – Manifestação de homenagem a Carmona em Belém. À noite, no Coliseu, discursos de Domingos de Oliveira e de Oliveira Salazar: um nacionalismo político, económico e social bem compreendido, dominado pela soberania incontestável do Estado forte em face de todos os componentes da Nação.

Dia 18 de julho – Aprovação das bases da União Nacional – Ministro do interior, Lopes Mateus, aprova as bases orgânicas da União Nacional, considerada associação política independente do Estado, mas não um partido político; Assalto ao jornal República.

Dia 22 de julho – Manifesto do diretório do Partido Republicano.

Dia 26 de agosto – Revolta dos Caçadores 7, com Dias Antunes, Hélder Ribeiro, Sarmento Beires, Utra Machado e Agatão Lança. São deportados para Timor. Do lado governamental, destacam-se Daniel de Sousa, David Neto, Mário Pessoa Costa. Cerca de 40 mortos e duzentos feridos.

Dia 2 de setembro – Governo britânico abandona o estalão ouro e a libra desvaloriza cerca de 30%. Era um gabinete de coligação nacional, presidido pelo trabalhista Mac Donnald, com liberais e conservadores.

Dia 5 de setembro – Decreto cria um Tribunal Colectivo de Géneros Alimentícios que dura até 1975.

Dia 6 de setembro – Conselho Ministros português decide que o escudo alinhe com a libra.

Outubro – Reúne em Lisboa um Congresso Internacional da Crítica onde participa Luigi Pirandello. Remodelado o ensino primário. Congresso Nacional Missionário em Barcelos.

Dia 21 de outubro – Lopes Mateus assume o ministério da guerra, que geria interinamente. Pais de Sousa, novo ministro do interior. No Sul de França, em casa de Bernardino Machado, reunião dos principais oposicionistas portugueses que se encontravam exilados.

Dia 26 de outubro – José de Almeida Eusébio, novo ministro da justiça.

Dia 6 de dezembro – Reorganização do Ministério da Agricultura, da autoria de Linhares de Lima.

Dia 13 de dezembro – Incidentes em Évora – Em meados de dezembro, incidentes em Évora na inauguração de uma sede da Liga Nacional 28 de maio. Dois mortos, dez feridos.

Dia 14 de dezembro – No dia seguinte, morte do Joaquim da Silva Dias, diretor do Manuelinho de Évora, quando se dirigia a Lisboa, acompanhado por Rolão Preto.

Dia 17 de dezembro – Reunião de militantes do Centro Católico, convocados por Lino Neto. Comparece Mário de Figueiredo, mas não Salazar. Decidem não enfrentar a União Nacional.

Dia 22 de dezembro – Instituído um Conselho Político Nacional. Entre os civis: Salazar, Armindo Monteiro, Manuel Rodrigues, Martinho Nobre de Melo, Mário Figueiredo e José Alberto dos Reis.

Dia 28 de dezembro – Criada uma Junta Nacional de Sericicultura.

Janeiro – Bissaya Barreto, membro influente da maçonaria, ex-deputado da Constituinte de 1911 e ativista da União Liberal Republicana, adere à União Nacional, enquanto Cunha Leal propõe frente única de oposição. Toma posse o Conselho Político Nacional.

Dia 2 de janeiro – Japoneses criam na Manchúria o protetorado do Manchuko.

Dia 12 de janeiro – Queda do governo Laval em França, sucedendo-lhe André Tardieu.

Dia 24 de janeiro – Expulsão dos jesuítas de Espanha, com confiscação dos respetivos bens.

Fevereiro – Surge o jornal Revolução de Rolão Preto que deixará de publicar-se em abril.

Dia 29 de fevereiro – Protesto contra a futura criação do imposto de desemprego comandada pelo PCP. SDN tenta resolver o conflito entre a China e o Japão.

Dia 22 de fevereiro – Hitler é escolhido pelo NSDAP como candidato à presidência da República, contra Hindenburg.

Dia 7 de março – Morte de Aristide Briand.

Dia 9 de março – Eamon de Valera eleito presidente do Estado Livre da Irlanda.

Dia 10 de abril – Hindenburg eleito presidente da república na Alemanha.

Dia 13 de abril – Nobre de Melo embaixador no Brasil. Presos 11 militantes comunistas em Monsanto e polícia deteta a existência de um sistema de células.

Dia 15 de maio – Discurso de Mário Pais de Sousa (ministro do interior) em Leiria: a República será democrática e representativa. A Constituição, fundamentalmente nacionalista, opondo-se à falsa teoria do integralismo, estabelece direitos e deveres dos cidadãos.

Dia 17 de maio – Imprensa publica estatutos da União Nacional.

Dia 20 de maio – Dolfuss torna-se chanceler austríaco.

Dia 28 de maio – Manifestação no Terreiro do Paço. Carmona condecora Salazar com a Torre e Espada; Enviado para os jornais projeto da nova Constituição; Comício da Liga 28 de maio, com discursos de Rolão Preto, Lopes Mateus e David Neto; Surge de novo Revolução, agora ao serviço do nacional-sindicalismo.

Dia 31 de maio – Von Papen, chanceler alemão.

Dia 3 de junho – Herriot forma governo em França.

Dia 29 de junho – Carmona encarrega Salazar de formar governo.

Dia 2 de julho – Morre em Londres D. Manuel II.

Dia 5 de julho – Primeiro governo de Salazar – Posse do I Governo de Salazar os homens são outros, o Governo é o mesmo. Mantêm-se apenas Armindo Monteiro (colónias) e Cordeiro Ramos (justiça). Governo resolve trasladação dos restos mortais de D. Manuel II.

Dia 21 de julho – Conferência Imperial da Commonwealth em Otava.

Dia 31 de julho – Vitória dos nazis nas eleições para o Reichstag.

Dia 2 de agosto – Chegam a Lisboa os restos mortais de D. Manuel II.

Dia 10 de agosto – Levantamento militar em Espanha, desencadeada por Sanjurjo.

Dia 3 de outubro – Independência do Iraque.

Novembro – Fim dos tabelamentos e aumento do preço dos géneros alimentícios.

Dia 12 de novembro – Órgãos dirigentes da União Nacional – Designação da Comissão Central (Salazar, Bissaya Barreto, Manuel Rodrigues, Lopes Mateus, Armindo Monteiro) e  da Junta Consultiva da União Nacional (Passos e Sousa, João Amaral, Pinto Coelho, Caetano, Linhares de Lima, Alberto dos Reis).

Dia 23 de novembro – Discurso de Salazar na sala do Conselho de Estado por ocasião da posse dos corpos diretivos da UN fora da UN não reconhecemos partidos. Dentro dela não admitimos grupos… nós temos uma doutrina e somos uma força.

Dia 5 de dezembro – Amnistia – Emitido o decreto nº 21 949 com uma lista dos amnistiados. Continuam ainda proscritos por dois anos Bernardino Machado, Afonso Costa, Sousa Dias, Agatão Lança, Jaime Morais, Sarmento Beires, Pestana Júnior, Prestes Salgueiro, Utra Machado.

Dia 18 de dezembro – Entrevistas de Salazar a António Ferro – Começam a ser publicadas as entrevistas de Salazar passado a ferro  (18 a 24).

Dia 21 de dezembro – Movimentação golpista – Em 21 Pimenta de Castro propõe a Domingos Oliveira que este chefia um golpe de Estado de gente nova da situação contra o atual governo. Segundo Assis Gonçalves esta gente nova seria constituída  por vicentistas, descontentistas (nacionais sindicalistas) reviralhistas (carvalhistas, aragonistas, cunhistas) procuram dar-se as mãos para deitar ainda o seu barro à parede. Ainda neste mês Assis Gonçalves propõe a Salazar a constituição de uma forte polícia especial, enquanto o Notícias Ilustrado descobre que Salazar está representado nos chamados Painéis de Nuno Gonçalves.

Janeiro – Norton de Matos Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano, enquanto Tamagnini Barbosa, ex-ministro sidonista, lidera a fação maçónica do rito escocês. Capitão Agostinho Lourenço diretor da Polícia Internacional Portuguesa.

Dia 9 de janeiro – Salazar traça auto-retrato no prefácio ao livro de Ferro, Salazar, o Homem e a sua Obra: o governo foi-lhe dado, não o conquistou … vai engolindo, de quando em quando, a sua conta de sapos vivos, comida forçada de políticos, segundo pretendia Clemenceau.

Dia 19 de janeiro – Salazar recebe Vicente de Freitas que lhe comunica ir apresentar a Carmona  exposição contra o projeto de Constituição; Rolão Preto critica Salazar por este não vestir uma farda ou uma camisa de combate.

Dia 23 de janeiro – Criada Polícia de Defesa Política e Social em lugar da Polícia Internacional Portuguesa que havia surgido em 28 jul. de 1931.

Dia 30 de janeiro – Hitler chanceler alemão. Dissolução do Reichstag no dia 1 de fevereiro.

Dia 6 de fevereiro – Salazar em Coimbra com Fezas Vital afina projeto de Constituição. Entrevista-se também com Costa Leite.

Dia 7 de fevereiro – Sucessivas reuniões do Conselho de Ministros sobre a Constituição.

Dia 12 de fevereiro – Vicente de Freitas publica em O Século exposição contra o projeto de Constituição de Salazar. Considera que dentro do 28 maio, além da corrente nacionalista há outra francamente republicana, que, sem nenhuma maneira defender o regresso à desordem política criada pela Constituição de 1911, é francamente liberal e democrática. Condena a UN como partido se um dia ela viesse de facto a ser a única organização política permitida em Portugal, os seus aderentes constituiriam uma casta privilegiada que pretenderia confundir-se com o próprio Estado e se julgaria no direito de reclamar todas as benesses e situações … a primeira Assembleia Nacional a eleger será de facto nomeada na sede da União Nacional e no Ministério do Interior e representará, não a vontade da nação, mas a vontade do Governo … se o Estado tem realmente de ser forte, o pensamento não pode deixar de ser livre. Segundo Assis Gonçalves (p. 13) a exposição teria sido escrita pelo Dr. António Osório. Salazar reage imediatamente e demite Vicente de Freitas de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa (nota oficiosa no dia 14). Aí se diz que Vicente de Freitas em 21 mai. de 1932, em sessão pública, declarou concordar com a União Nacional. Freitas responde, salientando que pensava que a mesma iria ser modificada conforme informação que então lhe fora prestada por Pais de Sousa. Assis Gonçalves diz ter sida criada loja maçónica da imprensa de rito escocês com Pereira da Rosa, Moses Bensabat Amzalak e Carlos de Oliveira, os três donos de O Século. Entretanto, Carmona assina projeto de Constituição e imprensa publica-o no dia seguinte

Dia 18 de fevereiro – Manifestação nacional-sindicalista – Jantar dos nacionais-sindicalistas no Parque Eduardo VII. Saudações fascistas. Discurso de Neves da Costa: isto tem tanta força que ninguém já será capaz de nos fechar a porta.

Dia 21 de fevereiro – Decreto estabelece que, por comodidade, no plebiscito, as abstenções contarão como votos positivos.

Dia 22 de fevereiro – Costa Leite recusa fazer parte do Conselho Superior do Nacional Sindicalismo por este tomar atitude hostil contra o Dr. Salazar.

Dia 19 de março – Plebiscito aprova Constituição. Plebiscito constitucional. 1 213 159 votantes. Contra apenas 5 955. Abstenções 487 364. 60% de votos favoráveis.

Dia 11 de abril – Estabelecido o regime da censura prévia.

Dia 18 de abril – Remodelação governamental. Luís Alberto Oliveira na guerra e Caeiro da Matta nos estrangeiros. Teotónio Pereira acede a subsecretário de Estado. Surge o lema tudo pela nação, nada contra a nação.

Dia 28 de maio – Desfile nacional-sindicalista em Braga. Incidentes.

Dia 5 de junho – Sessão dita corporativa no teatro São Carlos. Teotónio Pereira proclama: nem Estado burguês nem Estado proletário.

Dia 15 de junho – Linhares de Lima critica o Ministério da Agricultura por causa da questão cerealífera.

Dia 16 de junho – Sessão nacional-sindicalista no São Carlos. Rolão Preto discursa: pesam sobre nós as velhas teorias financeiras, os absurdos conceitos económicos, em nome dos quais o homem é escravo da plutocracia, da usura, do Estado.

Julho – Nova remodelação do governo.

Dia 4 de agosto – Salazar dá entrevista ao Diário de Notícias sobre a questão agrícola. Anulada a autorização para a propaganda nacional-sindicalista e suspenso Revolução.

Dia 23 de setembro – Pacote Corporativo (Estatuto do Trabalho Nacional, criação de grémios, sindicatos nacionais, casas do povo, Instituto Nacional do Trabalho e Previdência e casas económicas). Proibido o direito à greve. Ordenada a dissolução de todos os sindicatos até 31 dez., no caso de não terem transformado os estatutos obtendo autorização do subsecretário de Estado das Corporações.

Dia 25 de setembro – Criado o Secretariado da Propaganda Nacional.

Dia 17 de outubro – Criada a colónia penal do Tarrafal; Novo Código Administrativo.

Dia 26 de outubro – Salazar declara que politicamente só existe o que o público sabe que existe.

Dia 27 de outubro – Sedição militar em Bragança. Preso Sarmento Beires.

Dia 6 de novembro – Cisão no congreso do nacional-sindicalismo. Supico Pinto e José Cabral são pela subordinação ao Estado Novo. Rolão Preto e Monsaraz pela independência; Nova definição de delitos políticos.

Dia 15 de novembro – Publicada a Carta Orgânica do Império Colonial Português.

Dia 21 de novembro – Instituída a Fundação da Casa de Bragança.

Dia 20 de dezembro – Salazar promete construir um Estádio Nacional. Surge um curso de Direito Corporativo nas faculdades de direito, em vez da anterior disciplina de Economia Social.

Dia 13 de janeiro – Começam conferências públicas sobre o corporativismo no Secretariado da Propaganda Nacional. Salazar declara que o plutocrata é uma espécie híbrida entre a economia e a finança … a flor do mal do pior capitalismo.

Dia 17 de janeiro – Revolta militar e civil. Greve revolucionária e soviete na Marinha Grande.

Dia 18 – Criado um campo de concentração em Angola. Greve Geral.

Dia 19 – Notas oficiosas falam em tentativas comunistas frustradas.

Dia 28 – Em 28 de janeiro de 1934, sessão no Teatro São Carlos de apresentação da Acção Escolar de Vanguarda, promovida por João Ameal e Manuel Múrias. Preside Carmona. Discurso de Salazar não reconhecemos liberdade contra a Nação, contra a família, contra a moral… comunismo… a grande heresia da nossa idade. Em fevereiro, dissidentes do Nacional Sindicalismo começam a publicar a revista Revolução Nacional, dirigida por Manuel Múrias.

Fevereiro – António Lino Neto abandona a presidência do Centro Católico. Pereira da Rosa inicia n’ O Século campanha anticomunista.

Dia 18 de fevereiro – Tentativa de invasão por operários do Consórcio Português de Pesca em Setúbal.

Dia 15 de abril – Militares desafiam Salazar. Ministro da Guerra dirige-se a Carmona, declarando:  se sou Ministo da Guerra, sou.

Dia 27 de abril  – Manifestações  no Terreiro do Paço de apoio a Salazar. Surgem os camisas verdes da Acção Escolar de Vanguarda.

Dia 26 de maio – I Congresso da União Nacional na Sociedade de Geografia. Salazar: a economia liberal que nos deu o supercapitalismo, a concorrência desenfreada, a amoralidade económica, o trabalho mercadoria, o desemprego de milhões de homens, morreu já. Receio apenas que, em violenta reação contra os seus excessos, vamos cair noutros que não seriam socialmente melhores. No encerramento do Congresso, em 28 de maio, Lopes Mateus proclama: quem não é por Salazar é contra Salazar. Mais poeticamente, António Correia de Oliveira recita: Patria NostraO Sereno Escultor/ da Imagem Nova sobre a Velha Traça…

Dia 16 de junho – Exposição Colonial no Porto, organizada por Henrique Galvão.

Dia 10 de julho – Preso Rolão Preto. Exilado no dia 14, com Alberto Monsaraz. Salazar publica entrevistas: a Verdade sobre Salazar.

Dia 29 de julho – Nota oficiosa de Salazar comunica a extinção do nacional-sindicalismo por ser inspirado em certos modelos estrangeiros.

Dia 5 de outubro – Carmona concede audiência a Vicente de Freitas.

Dia 23 de outubro – Novo Governo. Da guerra sai Luís Alberto de Oliveira, substituído por Passos e Sousa.

Dia 6 de novembro – Lei Eleitoral.

Dia 16 de dezembro – Eleições para deputados. 90 deputados. Inscritos nos cadernos 478 121 eleitores; votantes  377 792.

Dia 19 de janeiro – Deputado José Cabral, então diretor-geral dos serviços prisionais, monárquico e antigo nacional-sindicalista, propõe a extinção das sociedades secretas.

Dia 4 de fevereiro – Artigo de Fernando Pessoa no Diário de Lisboa contra a proposta de Cabral.

Dia 17 de fevereiro – Eleições para Presidente da República.

Dia 24 de fevereiro – Rolão Preto regressa do exílio.

Dia 1 de abril – No castelo de Torres Vedras aparece hasteada uma bandeira vermelha.

Dia 5 de abril – Aprovado projeto sobre as sociedades secretas e Carmona elevado a Marechal.

Dia 13 de maio – Decreto nº 25 317 prevê saneamento de funcionários que não derem garantias de cooperar na realização dos fins superiores do Estado ou revelassem espírito de oposição aos princípios fundamentais da Constituição Política.

Dia 13 de junho – Criada a Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho.

Dia 1 de agosto – Inaugurada oficialmente a Emissora Nacional. Preside Henrique Galvão.

Dia 9 de setembro – Revolta da Bartolomeu Dias e do quartel da Penha de França. Nacionais-sindicalistas participam na revolta. Rolão Preto de novo no exílio.

Dia 30 de setembro – Morre Fernando Pessoa.

Dia 11 de novembro – Prisão de Bento Gonçalves, José de Sousa e Júlio Fogaça do PCP.

Dia 18 de janeiro – Remodelação governamental. Carneiro Pacheco na instrução e Armindo Monteiro nos estrangeiros.

Dia 8 de março – 1ª Conferência Económica do Império Colonial Português.

Abril – Criado um Comité Central do PCP. Com Alberto Araújo, Manuel Rodrigues da Silva, Pires Jorge e Álvaro Cunhal.

Dia 11 de abril – Ministério da Instrução Pública  passa a Ministério da Educação Nacional.

Dia 1 de maio – São tentadas concentrações, mas são facilmente dispersas pela polícia. Representantes dos Sindicatos Nacionais são recebidos em Belém.

Dia 11 de maio – Salazar toma posse como ministro da guerra. Dois dias depois, Santos Costa assume as funções de subsecretário de Estado do Exército.

Dia 19 de maio – Fundada a Academia Portuguesa da História.

Dia 1 de julho – Criada a Mocidade Portuguesa.

Dia 17 de julho – Começa a guerra civil espanhola.

Dia 5  de agosto – Diário de Notícias transcreve declarações de Salazar a jornalista inglês: nós somos antiparlamentaristas, antidemocratas, antiliberais … nós queremos elevar, educar, proteger o povo, arrancá-lo à escravidão da plutocracia, e por isso somos antidemocratas (apud Luís Almeida Braga, A Posição de António Sardinha, pp. 38).

Dia 28 de agosto – Manifestação salazarista no Campo Pequeno. Botelho Moniz propõe a criação de uma milícia armada do regime.

Dias 8 e 9 de setembro – Revolta nos navios Dão Afonso de Albuquerque.

Dia 20 de setembro – Aprovada a constituição da Legião Portuguesa (DL 27 958).

Outubro – A bordo do navio Luanda chegam a Cabo Verde os primeiros 200 presos políticos deportados para o Tarrafal. Entre eles está Bento Gonçalves, secretário geral do PCP. Constituída a Frente Popular Portuguesa, ligada ao PCP.

Dia 14 de outubro – Reforma do ensino liceal.

Dia 23 de outubro – Suspensão das relações entre Portugal e a República Espanhola.

Dia 31 de outubro – Manifestação de apoio a Salazar.

Dia 9 de novembro – Posse da Junta Central da Legião Portuguesa.

Dia 24 de novembro – Reforma do ensino primário.

Dia 25 de novembro – Armindo Monteiro é nomeado embaixador em Londres.

Dia 20 de janeiro – Bombas em Lisboa.

Dia 29 de janeiro – Nota oficiosa do governo desmente suposto arrendamento de Angola à Alemanha.

Dia 6 de fevereiro – Principia a Batalha de Jarama na frente de Madrid.

Dia 9 de fevereiro – Nacionalistas conquistam Málaga.

Dia 20 de fevereiro – Portugueses proibidos de alistamento em forças espanholas em conflito.

Dia 11 de março – Criação das Casas dos Pescadores.

Dia 29 de março – Aprovados novos programas do ensino primário.

Dia 26 de abril – Bombardeamento de Guernica.

Dia 17 de maio – Negrin substitui Caballero no governo republicano espanhol.

Dia 28 de maio – Desfile da MP e da LP na Avenida da Liberdade em Lisboa.

Dia 3 de junho – Franquistas conquistam Bilbau. Morre o general Mola.

Dia 4 de julho – Atentado contra Salazar na Avenida Barbosa du Bocage.

Dia 6 de julho – 1500 oficiais vão a São Bento homenagear Salazar. Discurso deste Portugal, a Aliança Inglesa e a Guerra de Espanha.

Dia 25 de julho – Inaugurado o 1º Congresso da Expansão Portuguesa no Mundo.

Dia 22 de agosto – Presos os presumíveis autores do atentado contra Salazar.

Dia 7 de outubro – Nota oficiosa do Ministério das Finanças anuncia a abolição de todas as restrições ao comércio de divisas e à livre circulação de capitais.

Dia 16 de outubro – Carmona e Salazar assistem a manobras militares no Alentejo. Discurso de Salazar: teremos um Exército.

Dia 21 de outubro – Nacionalistas conquistam Gijon.

Dia 22 de outubro – Carta de Paiva Couceiro a Salazar: Cantam-se loas às glórias governativas e ninguém pode dizer o contrário. O Portugal legítimo do “senão, não” foi substituído por um Portugal artificial, espécie de títere, de que o Governo puxa os cordelinhos. Vela a Polícia e o lápis da censura. Incapacitados uns por esse regime de proibições, entretidos outros com a digestão que não lhes deixa atender ao que se passa, e jaz a Pátria portuguesa em estado de catalepsia coletiva. Está em perigo a integridade nacional. É isto que venho lembrar.

Dia 10 de novembro – Nova Constituição Brasileira de Getúlio Vargas.

Dia 7 de dezembro – Salazar em Coimbra no 4º centenário da Universidade. Teotónio Pereira é nomeado agente especial do governo português junto de Franco.

Dia 13 de dezembro – Costa Leite é nomeado Ministro do Comércio e Indústria.

Dia 18 de dezembro – Legião Portuguesa instala-se na antiga sede do Grande Oriente Lusitano.

Dia 4 de janeiro – Boatos sobre golpe – Reforma militar. Face a vários boatos sobre um golpe militar, a PSP, a GNR e a legião Poruguesa são colocadas em estado de alerta

Dia 18 de janeiro – Teotónio Pereira parte para Salamanca, como agente especial junto da Junta de Burgos.

Dia 11 de março – Comício da Legião Portuguesa no Liceu Camões. Discurso de Salazar: nós somos uma força destinada a vencer e a manter intacta a vitória.

Dia 22 de março – Posse da nova comissão executiva da União Nacional. Discurso de Salazar: a educação política, garantia da continuidade governativa.

Dia 27 de março – Morte no Tarrafal de Arnaldo Simões Januário, militante anarco-sindicalista.

Dia 31 de março – Carmona planta a primeira árvore no projetado Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa.

Dia 2 de abril – Primeira reunião da Academia Portuguesa da História.

Dia 11 de abril – Comissão dos Centenários – Nomeada comissão organizadora das comemorações dos centenários.

Dia 1 de maio – Festa do Trabalho Nacional em Viana do Castelo.

Dia 3 de maio – Comemorações do Dia da Marinha, com desfile da nova esquadra.

Dia 12 de maio – Lisboa reconhece oficialmente o regime de Franco.

Dia 24 de maio – Duarte Pacheco, ministro das obras públicas.

Dia 28 de maio – II Acampamento Nacional da MP, reúne cerca de 20 000 jovens.

Dia 11 de julho –  Carmona parte para S. Tomé e Angola. Regressa a Lisboa a 30 de agosto.

Dia 30 de outubro – Salazar anuncia a intenção de  se manter neutral; Eleições para deputados.

Dia 1 de dezembro – Morre no Tarrafal o comunista Alfredo Caldeira.

Janeiro – PCP corta relações com a Internacional Comunista durante dois anos.

Dia 26 de janeiro  – Franco conquista Barcelona. Exército republicano espanhol retira para França de 5 a 9 de fevereiro. A França reconhece o governo de Franco em 22 de fevereiro. Pétain nomeado embaixador em 2 de março.

Dia 10 de fevereiro – Morte de Pio XI.

Dia 28 de fevereiro – Manifestação – Sindicatos e Casas do Povo homenageiam Salazar.

Dia 2 de março – Eleição de Pio XII.

Dia 17 de março – Pacto Ibérico assinado em Lisboa com um representante da Junta de Burgos. Tratado de amizade e não agressão entre Portugal e Espanha.

Dia 22 de março – Decreto de Rafael Duque regula a constituição de Grémios e Casas da Lavoura.

Dia 28 de março – Franco conquista Madrid.

Dia 29 de março – Manifestação em Lisboa pela vitória de Franco.

Dia 1 de abril – Fim da guerra civil de Espanha.

Dia 7 de abril – Itália invade a Albânia.

Dia 14 de abril – Portugal recusa aderir ao Pacto Anti-Komintern formado pela Alemanha, Itália, Espanha e Japão.

Dia 8 de maio – Inaugurado pavilhão português na Exposição Internacional de Nova Iorque. António Ferro, comissário português.

Dia 19 de maio – Desfile da vitória em Madrid.

Dia 22 de maio – Discurso de Salazar na Assembleia Nacional sobre a crise política e a situação externa de Portugal. Nesse dia a Alemanha e a Itália assinam o chamado Pacto de Aço.

Dia 28 de maio – Parada legionária em Lisboa. Condecorados oa capitães Botelho Moniz, David Neto e Mário Pessoa. Termina o I Congresso da MP.

Dia 8 de junho – Viriatos regressam a Lisboa.

Dia 16 de junho – Carmona parte para África. Chega a Lourenço Marques a 17 de julho. Visita Pretória em 14 de agosto. Chega a Lunada em 27 de agosto. Regressa a Lisboa em 12 de setembro. Grande manifestação no Terreiro do Paço.

Dia 13 de julho – Criada a Junta Nacional dos Produtos Pecuários.

Dia 17 de agosto – Reino Unido aceita apoiar o rearmamento de Portugal. Cumprimento integral do prorama apenas em setembro de 1943.

Dia 23 de agosto – Pacto germano-soviético.

Dia 1 de setembro – Começo da guerra – Começa a II Guerra Mundial. Nota oficiosa do governo anuncia a neutralidade.

Dia 7 de setembro – Economia de guerra – Decreto nº 29 904 atribui poderes especiais para o governo intervir em matérias económicas.

Dia 8 de setembro – Criado o Grémio dos Retalhistas de Mercearia.

Dia 9 outubro – Mensagem de Carmona à Assembleia Nacional sobre a visita a África. Discurso de Salazar sobre a guerra europeia.

Dia 10 de outubro – Agravamento das penalidades para crimes de especulação e de açambarcamento.

Dia 1 de novembro – Criada a Comissão reguladora do comércio de carvões.

Dia 3 de novembro – Comissão reguladora das oleaginosas e óleos vegetais.

Dia 15 de novembro – Nota oficiosa declara que o escudo se desliga da libra.

Dia 23 de novembro – Comissão reguladora do comércio de metais.

Dia 6 de janeiro – Aumento dos preços da gasolina e de outros derivados do petróleo.

Dia 26 de fevereiro – Discurso de Salazar na União Nacional: Fins e Necessidade da Propaganda Política.

Dia 9 de abril – Esquadra espanhola no Tejo. Salazar faz discurso a esta esquadra em 12 abril.

Dia 14 de abril – Inaugurada a Base Aérea da Ota.

Dia 1 de maio – Lusitos da MP vão saudar Salazar a S. Bento que lhes responde com a saudação de braço ao alto.

Dia 7 de maio – Concordata entre Portugal e a Santa Sé é assinada no Vaticano.

Dia 20 de maio – Chega a Lisboa embaixada especial do Brasil para as comemorações dos Centenários.

Dia 24 de maio – Chegam a Lisboa velhos colonos de Angola e Moçambique.

Dia 25 de maio – Assembleia Nacional ratifica a Concordata e o Acordo Missionário

Dia 28 de maio – Presença de Moscardó em Lisboa. É condecorado Jorge Botelho Moniz. Discursos de Salazar e Santos Costa.

Dia 2 de junho – Começam as cerimónias dos centenários. Te Deum na Sé de Lisboa e discurso de Carmona na Camara Municipal.

Dia 3 de junho – Carmona em Guimarães.

Dia 4 de junho – Salazar em Guimarães discursa sobre 800 Anos de Independência.

Dia 5 de junho – Comemorações na Sé Primaz de Braga. No mesmo dia a Itália declara guerra à França. No dia anterior os britânicos haviam evacuado de Dunquerque.

Dia 14 de junho – Alemães ocupam Paris.

Dia 18 de junho – Apelo de De Gaulle em Londres.

Dia 19 de junho – Inaugurada a Refinaria da Sacor em Cabo Ruivo.

Dia 23 de junho – Inaugurada a Exposição do Mundo Português.

Dia 24 de junho – Por iniciativa de Leitão de Barros, surgem as marchas populares de Lisboa.

Dia 30 de junho – Cortejo do Mundo Português em Belém e Alcântara. No dia seguinte começa o Congresso do Mundo Português, até ao dia 13. Partem tropas portuguesas para Angola e Moçambique.

Dia 14 de julho – Discurso de Hernâni Cidade na Festa dos Lusíadas da Exposição do Mundo Português.

Dia 24 de agosto – Marcello Caetano empossado como Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa.

Dia 28 de agosto – Remodelação Governamental Surge um Ministério da Economia, assumido por Rafael Duque que anuncia plano para o abastecimento do país.

Dia 3 de setembro – Salazar discursa sobre a remodelação ministerial. No dia 5, sobre a função pública e a burocracia.

Dia 23 de outubro – Hitler e Franco têm encontro em Hendaia.

Dia 28 de outubro – Itália invade a Grécia.

Dia 11 de novembro – Inaugurado o Congresso Colonial.

Dia 24 de novembro – Colónia portuguesa do Brasil entrega ao Estado o Palácio da Independência no Largo de S. Domingos.

Dia 30 de novembro – Inaugurada a estátua de Pedro Álvares Cabral na Estrela, oferecida pelo governo brasileiro.

Dia 2 de dezembro – Encerramento das Comemorações.

Dia 12 de dezembro – Decorre o 8º Recenseamento Geral da População.

Dia 17 de dezembro – Lei nº 1985 aprova o plano dos Centenários. Construção de 12 500 salas de aula do ensino primário em dez anos.

Dia 31 de dezembro – Aprovado novo Código Administrativo.

Reorganização do PCP. Surge um secretariado com José Gregório, Militão Ribeiro e Álvaro Cunhal.

Japão ataca as Filipinas.

Dia 8 de janeiro – Novo embaixador britânico em Lisboa, Ronald Campbell.

Dia 13 de janeiro – Bula de Pio XII dá execução ao Acordo Missionário.

Fevereiro – Rommel forma o Afrika Korps.

Dia 2 de fevereiro – Diário de Notícias lança apelo salvemos as crianças vítimas da guerra.

Dia 9 de fevereiro – Almirante Darlan novo chefe do governo francês.

Dia 15 de fevereiro – Violento ciclone em Portugal lança grande devastação.

Abril – Capitulação da Jugoslávia e da Grécia.

Dia 19 de abril – Salazar recebe em Coimbra doutoramento honoris causa por Oxford.

Dia 28 de abril – Manifestação de apoio a Salazar no Terreiro do Paço. Surge o slogan todos não somos demais para continuar Portugal.

Junho – Começam atentados da Resistência francesa contra o regime de Vichy.

Dia 2 de junho – Nazis ocupam Creta.

Dia 9 de junho – Municípios promovem homenagem a Duarte Pacheco.

Dia 21 de junho – Regime de crimes contra a economia nacional.

Dia 22 de junho – Início do ataque nazi à URSS.

Dia 1 de julho – Alemães ocupam Riga.

Dia 23 de julho – Aumento dos preços dos combustíveis.

Dia 29 de julho – Carmona nos Açores.

Agosto – Reaparece o Avante.

Dia 14 de agosto – Anunciado o Pacto do Atlântico entre Roosevelt e Churchill.

Dia 23 de agosto – Estabelecido o racionamento da gasolina.

Dia 25 de agosto – Ocupação da Pérsia por soviéticos e britânicos.

Dia 1 de outubro – Uniformização do funcionamento dos organismos de coordenação económica.

Dia 12 de outubro – Eleições para as Juntas de Freguesia.

Dia 31 de outubro – Em discurso no Porto Alfredo Pimenta propõe a restauração da monarquia.

Dia 7 de dezembro – Ataque japonês a Pearl Harbour. No dia seguinte os USA entram na guerra.

Dia 19 de dezembro – Salazar informa a Assembleia Nacional sobre a ocupação de Timor por tropas australianas e holandesas.

Dia 7 de janeiro – Atribuídas competências ao Tribunal Militar Especial no tocante a infrações antieconómicas.

Dia 9 de janeiro – Criadas comissões reguladoras do comércio local.

Dia 15 de janeiro – Anunciada a candidatura de Carmona. Em França era preso Emmanuel Mounier.

Dia 20 de janeiro – Decretado o regime de inscrição obrigatória no Grémio dos Armazenistas de Mercearia.

Dia 23 de janeiro – Governo informa que partiram tropas portuguesas de Moçambique para Timor.

Dia 24 de janeiro – Decreto permite que a prática de certos atos de comércio possa ficar dependentes da prévia inscrição em organismos de controlo.

Dia 3 de fevereiro – Longa lista de mercadorias sujeitas a licenciamento prévio para a exportação.

Dia 5 de fevereiro – Criada uma Comissão Reguladora do Comércio de Carvões, com a missão, entre outras, do registo obrigatório das matas particulares.

Dia 8 de fevereiro – Reeleição de Carmona.

Dia 12 de fevereiro – Encontro entre Salazar e Franco em Sevilha.

Dia 20 de fevereiro – Japoneses ocupam Timor.

Dia 21 de fevereiro – Discurso de Salazar na Assembleia Nacional sobre Timor.

Dia 26 de fevereiro – Decreto sobre providências quanto ao abastecimento.

Março – Polícia política desmantela a conspiração da Shell.

Elementos da oposição apoiam a posição de Salazar quanto à guerra. Norton de Matos intervém sobre a questão ultramarina e Armando Marques Guedes defende a cooperação entre patrões e operários em nome da devoção patriótica.

Dia 9 de março – Decreto-lei nº 31 908 atribui à Mocidade Portuguesa poderes de fiscalização relativamente a todos as organizações de juventude, à exceção das integradas na Acção Católica.

Dia 31 de março – Decreto-Lei nº 31 946 regula a eleição para os cargos sociais dos organismos corporativos.

Abril – Decreto estabelece crimes de furto de metais.

Criada a Defesa Civil do Território.

Dia 11 de maio – Regime legal do racionamento de combustíveis.

Junho – Álvaro Ribeiro publica O Problema da Filosofia Portuguesa.

Dia 11 de junho – Regulamento da distribuição de algodão em rama às fábricas de fiação.

Dia 15 de junho – Decreto nº 32 086. Novo regime dos crimes contra a economia, nomeadamente açambarcamento e especulação.

Dia 25 de junho – Salazar discursa sobre a política de defesa: defesa económica, defesa moral, defesa política. Critica os regimes demoliberais, por se terem aliado com a URSS.

Dia 29 de junho – Regulamento sobre a transação de volfrâmio.

Dia 1 de julho – Nazis em Sebastopol. No dia seguinte Rommel ocupa El Alamein.

Dia 4 de julho – Metralhado na sua residência o médico comunista Ferreira Soares.

Dia 23 de julho – Realiza-se no Coliseu dos Recreios uma sessão dos sindicatos nacionais. Salazar discursa sobre o corporativismo e os trabalhadores. No dia 27 é feito sócio honorário de 290 sindicatos.

Dia 1 de agosto – Americanos desembarcam em Guadalcanal.

Dia 10 de agosto – Requisição e preços do azeite.

Dia 17 de agosto – Normas sobre o gasógéneo.

Dia 22 de agosto – Brasil declara guerra à Alemanha e à Itália.

Dia 26 de agosto – Manifestos obrigatórios para o figo, aguardente de figo e milho.

Setembro – No Tarrafal, morre Bento Gonçalves. São presos os dirigentes comunistas Militão Ribeiro, Pires Jorge e Pedro Soares.

Dia 3 de setembro – Jordana substitui Serrano Suñer como ministro dos estrangeiros de Franco.

Outubro – Greves em Lisboa, nomeadamente na Carris, na CUF e na Companhia Nacional de Navegação na segunda quinzena de outubro de 1942.

Começa a Batalha de Estalinegrado.

Dia 1 de novembro – Eleições. Inscritos 772 578; votantes 668 785.

Dia 3 de novembro – Reunião do Conselho de Ministros sobre a agitação grevista. Emitida nota oficiosa onde se invoca a necessidade de uma vida ordeira  e da disciplina social, criticando-se os agitadores profissionais a soldo de Moscovo.

Dia 8 de novembro – Desembarque anglo-americano em Marrocos.

Dezembro – Criado o Núcleo de Acção e Doutrinação Socialista, com José e Vitorino Magalhães Godinho, Afonso Costa Filho, Gustavo Soromenho, Moura Dinis, António Macedo e Carlos Cal Brandão.

17 de janeiro – Roosevelt e Churchill encontram se em Casablanca.

Fevereiro – Emitido manifesto do PCP a favor dos Aliados, propondo a criação de um governo democrático de unidade nacional.

Dia 1 de abril – Anunciada a rendição de Von Paulus.

Institui-se em França o serviço de trabalho obrigatório.

Dia 27 de abril – Resistência Francesa é unificada. Através da Emissora Nacional, discurso de Salazar, no 15º aniversário da sua tomada de posse como Ministro das Finanças: Os princípios e a obra da Revolução no momento interno e no momento internacional.

Mocidade Portuguesa organiza em castelos e noutros monumentos uma chamada velada de armas na noite de 29 para 30 de maio. 

Dia 11 de maio – Oficiais saúdam Salazar no 7º aniversário do exercício do cargo de Ministro da Guerra.

Dia 12 de maio – Termina a resistência nazi no Norte de África.

Dia 9 de julho – Desembarque aliado na Sicília.

Dia 24 de julho – Destituição e prisão de Mussolini, substituído por Badoglio.

Dia 27 de julho – Movimento grevista na região de Lisboa, promovido pelo PCP.

Greves em S. João da Madeira (sapatos e Oliva) e dos gráficos de Lisboa

Criada a Intendência Geral dos Abastecimentos (2)

Dia 17 de agosto – Proibido o fabrico e venda de doçaria fina. Fixado o número de refeições em hotéis e estabelecimentos similares. Assinado um Acordo de concessão da Base dos Açores aos britânicos. As negociações foram iniciadas em 1941 e o mesmo apenas será tornado público no dia 8 de outubro.

Dia 30 de agosto – Sistematizada a legislação dispersa sobre o regime da censura prévia, pelo Decreto-lei nº 33 015, de 30 de agosto.

Dia 12 de setembro – Libertação de Mussolini pelos nazis e início da República Social Italiana de Saló.

Dia 8 de outubro – Salazar anuncia a concessão de facilidades militares aos aliados nos Açores.

O jornal clandestino do PCP, o Avante!, teme que os Aliados não comunistas venham a apoiar o regime salazarista depois da Guerra.

Novembro – III Congresso do PCP, com intervenções de José Gregório, Álvaro Cunhal e Manuel Guedes. Realiza-se no Monte Estoril e termina em 29 de novembro. É o primeiro congresso que se realiza sob o Estado Novo e em ilegalidade.

Dia 15 de novembro – Morte de Duarte Pacheco em acidente de viação na estrada de Vendas Novas.

Dia 23 de novembro – Governo norte-americano solicita concessão de facilidades militares nos Açores.

Dia 26 de novembro – Salazar discursa sobre Timor e os Açores na Assembleia Nacional. No dia anterior havia feito o elogio fúnebre de Duarte Pacheco.

Dezembro – Criado o MUNAF (Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista), uma estrutura semilegal coordenadora das atividades da oposição e adepta das teses da frente popular.

Governo institui em Lisboa a Casa dos Estudantes do Império.

Janeiro – Exército vermelho na fronteira Leste da Polónia e ataque inglês à Birmânia.

Fevereiro – PCP promove uma série de greves de rurais no Alentejo e no Ribatejo.

Dia 23 de fevereiro – O Secretariado da Propaganda Nacional, dirigido por António Ferro, passa a designar-se Secretariado Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo.

Março – Salazar recusa ceder às exigências britânicas quanto à suspensão da venda de volfrâmio à Alemanha.

Abril – Greves de rurais no Vale de Santarém.

Maio – Greves em Vila Franca de Xira e Alhandra.

Dia 25 de maio – II Congresso da União Nacional  – No Liceu D. Filipa de Lencastre em Lisboa. Discurso de Salazar: A Preparação Nacional para o Pós Guerra.

Dia 28 de maio – Inaugurado o Viaduto Duarte Pacheco. Discurso de Salazar em jantar de confraternização de cerca de 1300 oficiais das Forças Armadas: Os perigos do movimento militar e como se salvou o Exército para a Nação.

Dia 30 de maio – Criada uma União Democrática Portuguesa, promovida por Mayer Garção, Adão e Silva e Sá Cardoso. Em torno desta iniciativa vai constituir-se a União Socialista.

Dia 1 de junho – Suspensão da venda de volfrâmio a todos os países beligerantes.

Dia 10 de maio – Inauguração oficial do Estádio Nacional, no Jamor.

MUNAF aprova um Programa de Emergência do Governo Provisório.

Julho – Greve das ceifas no Alentejo.

Dia 6 de julho – Desembarque aliado na Normandia.

Dia 13 de julho – Caem em Londres as primeiras V1.

Dia 20 de julho – Atentado falhado contra Hitler.

Dia 7 de agosto – Proibida a exportação de volfrâmio para a Alemanha.

Dia 12 de agosto – Aliados desembarcam no Sul de França.

Dia 25 de agosto – Aliados em Paris.

Dia 3 de setembro – Aliados na Bélgica. Soviéticos na Hungria.

Dia 6 de setembro – Remodelação do Governo. Américo Tomás, Ministro da Marinha; Cancela de Abreu, Ministro das Obras Públicas; Marcello Caetano, Ministro das Colónias; Caeiro da Mata, Ministro dos Negócios Estrangeiros; Botelho Moniz, Ministro do Interior; Supico Pinto, Ministro da Economia.

Dia 11 de setembro – Ingleses e americanos passam as fronteiras da Alemanha.

Dia 18 de setembro – Tito entra em Belgrado.

Dia 7 de novembro – Reeleição de Roosevelt.

Dia 28 de novembro – Assinado acordo com os norte-americanos, concedendo-lhes facilidades militares nos Açores.

Dia 16 de dezembro – Contra-ofensiva alemã na Batalha das Ardenas. De 16 a 26 de dezembro.

Salgado Zenha eleito presidente da Associação Académica de Coimbra.

PCP cria uma organização miliciana, visando o derrube violento do Governo: os GAC (Grupos Antifascistas de Combate).

Criada a União Socialista, pela fusão do Núcleo de Doutrinação e Acção Socialista e da União Democrática Portuguesa.

Dia 16 de janeiro – Nacionalização da Renault em França.

Dia 17 de janeiro – Soviéticos em Varsóvia. Desmantelada tentativa golpista contra o regime, aliando monárquicos e liberais

Dia 4 de fevereiro – Conferência de Yalta. De 4 a 12 de fevereiro de 1945.

Dia 5 de abril – De Gaulle demite Mendes-France de Ministro da Economia.

Dia 12 de abril – Morte de Roosevelt.

Dia 23 de abril – Soviéticos em Berlim.

Dia 28 de abril – Assassínio de Mussolini.

Dia 30 de abril – Suicídio de Adolfo Hitler. Em 3 de maio, o governo português decreta luto oficial de três dias. Greves de rurais no Alentejo e no Ribatejo.

Dia 8 de maio – Capitulação da Alemanha. Manifestações em Lisboa pela vitória dos Aliados.

Dia 18 de maio – Discurso de Salazar na Assembleia Nacional: Portugal, a Guerra e a Paz.

Dia 19 de maio – Manifestação de apoio a Salazar e Carmona no Terreiro do Paço. Salgado Zenha demitido pelo governo de presidente da Associação Académica de Coimbra por recusar participação na manifestação.

Dia 9 de junho – Greves no Alentejo. Preso o dirigente comunista Germano Vidal em Montemor o Novo.

Dia 25 de junho – Conferência de S. Francisco. Surgem sinais de apoio de britânicos e norte-americanos ao regime salazarista.

Dia 4 de julho – Morte do dirigente comunista Alfredo Dinis (Alex) em Bucelas, após um recontro com uma brigada da PVDE dirigida por José Gonçalves.

Dia 17 de julho – Conferência de Potsdam (17 de julho a 1 de agosto)

Dia 23 de julho – Iniciado o processo Pétain.

Dia 26 de julho – Eleições britânicas. Trabalhistas vencem Churchill.

Dia 6 de agosto – Bomba atómica sobre Hiroshima.

Dia 9 de agosto – Bomba atómica sobre Nagasaqui.

Dia 10 de agosto – Despacho nº 100 do Ministro da Marinha Américo Tomás sobre a renovação da marinha mercante.

Dia 14 de agosto – Capitulação do Japão.

Dia 15 de agosto – Pétain é condenado à morte. De Gaulle comuta a pena. Falha tentativa golpista contra o regime, que seria liderada por Norton de Matos.

Dia 8 de setembro – Começa o julgamento de Nuremberga.

Dia 17 de setembro – Assembleia Nacional aprova revisão constitucional. Deputados aumentam de 90 para 120, insituindo-se círculos eleitorais distritais.

Dia 4 de outubro – Instituída em frança a Securité Sociale.

Dia 5 de outubro – Manifestações oposicionistas, comemorando o 5 de Outubro. Dissolução da Assembleia Nacional e marcação de eleições. Salazar declara que estas serão Tão livres quanto na livre Inglaterra.

Dia 8 de outubro – Nasce o MUD (Movimento de Unidade Democrática) numa sessão do Centro Republicano Almirante Reis, na Rua do Bemformoso. Sessão presidida por Barbosa Magalhães com a presença de Acácio Gouveia, Pinto Barriga, Joaquim de Carvalho, Azeredo Perdigão, Jaime Gouveia, Mário de Castro, Adelino da Palma Carlos e Carlos Sá Cardoso.

Dia 17 de outubro – Comissão do MUD tem audiência com Carmona, pedindo o adiamento das eleições e a formação de um governo de transição.

Dia 18 de outubro – Cunha Leal, sem a alçada do MUD, apresenta se como candidato por Angola. É apoiado por Lelo Portela de O Sol e por Guilherme Filipe. Decreto-Lei nº 35 041 estabelece uma amnistia parcial para os presos acusados de “crimes contra a segurança interna e externa do Estado”.

Dia 21 de outubro – Eleições para as Juntas de Freguesia sem a presença do MUD. Surge no Brasil a Sociedade dos Amigos da Democracia Portuguesa com Manuel Bandeira, Jorge Amado, Carlos Drumond de Andrade, Gilberto Freyre e Graciliano Ramos.

Dia 22 de outubro – Criação da PIDE, em substituição da PVDE. Estabelece-se um prazo de 180 para detenções sem controlo judicial de suspeitos de “actividades contra a segurança do Estado”.

Dia 27 de outubro – Inquérito à s listas do MUD. Mário de Castro é obrigado a entregar as listas à polícia. Preso no Porto Rui Luís Gomes.

Dia 9 de novembro – Supremo Tribunal Administrativo não dá provimento a recurso do MUD quanto ao adiamento de eleições. Deixam de ser  autorizadas sessões de propaganda da oposição.

Dia 11 de novembro – MUD recomenda abstenção e recusa se a ir à urnas. Salazar é criticado publicamente por várias personalidades. Barbosa Magalhães fala na perturbação do seu espírito geralmente tão sereno. Cunha Leal diz não quer nem sabe trabalhar senão quando nas ruas reina um pávido silência e ninguém discute os frutos do seu labor. Entram nos criticantes  Vieira de Almeida (monárquico), Lima Alves e Francisco Veloso (fundador do Centro Católico).

Dia 18 de novembro – Eleição da Assembleia Nacional. As primeiras eleições do regime onde se admitem listas alternativas, mas que acabam por não concretizar-se. Salazar declara: não fazemos eleições por ser moda … e as eleições são absolutamente livres, tão livres como na livre Inglaterra. Observa a António Ferro: continuo a considerar perigosa em Portugal aquela democracia que toma a forma de parlamentarismo partidário, demagógico, tumultuário, com batuque de carteiras e discursos de nove horas. O meu horror a essa espécie de democracia não mudou. Mas se à palavra se pretende dar um significado social de regime para bem do povo, temos o direito de reivindicar para nós, com mais direito que outros, a designação de democratas.

Dia 20 de novembro – Queda de Getúlio Vargas. Novas greves, com reivindicação de aumentos salariais e protesto contra a fraude eleitoral. Incidem especialmente no Alentejo e no Ribatejo, em zonas de influência do PCP.

Dia 2 de dezembro – Eleições no Brasil. Vitória do general Dutra do PSD com o apoio do PTB de Getúlio.

Dia 10 de dezembro – Alcide de Gasperi chefe do governo na Itália.

Dia 21 de dezembro – Criado o Comissariado do Plano em França, dirigido por Jean Monnet. Surge o Centro Nacional de Cultura.

Janeiro – Greves na Covilhã e Serra da Estrela por aumentos salariais e redução do horário de trabalho. Intervenção policial.

Dia 20 de janeiro – Demissão de De Gaulle.

Dia 27 de janeiro – Reunião do velho PS- SPIO no Centro Republicano Almirante Reis, visando a respetiva reorganização numa chamada “Jornada Histórica dos Socialistas Portugueses”.

Dia 31 de janeiro – Sessão do MUD junto à estátua de António José de Almeida em Lisboa. Manifestações contra o regime em Lisboa e no Porto.

Dia 1 de fevereiro – Chegam a Lisboa 110 dos detidos no Tarrafal, em virtude da aministia de outubro de 1945. Permanecem no campo de Cabo Verde 52 deportados.

Dia 23 de fevereiro – Discurso de Salazar sobre o ato eleitoral: a liberdade em Portugal não se limita nem se disciplina a si própria.

Dia 26 de fevereiro – Péron assume o poder na Argentina.

Dia 27 de fevereiro – Greve dos mineiros de S. Pedro da Cova.

Dia 27 de abril – Habituais manifestações de apoio a Salazar no aniversário da respetiva posse como Ministro das Finanças. Criação do MUD Juvenil.

Dia 8 de maio – Manifestações contra o regime, comemorando o primeiro aniversário da derrota alemã.

Dia 13 de maio – Cardeal Masella, legado pontifício, participa nas cerimónias de Fátima. O Papa tinha coroado a imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Junho – Criada por republicanos uma Junta Militar de Libertação Nacional.

IV Congresso do PCP. O segundo ilegal, realizado na Lousã. Resolvida a dissolução dos GAC e da Juventude Comunista, apostando-se na tática da frente popular.

Dia 22 de julho – Publicado artigo violentamente crítico do salazarismo pela revista Time, intitulado “Portugal: até que ponto o melhor é mau?”. O jornalista responsável pelo artigo é expulso de Portugal e proibida a venda da revista por seis anos.

Dia 3 de agosto – Governo apresenta pedido de admissão de Portugal à ONU. Veto do URSS.

Dia 27 de agosto – MUD congratula-se com o veto sobre a entrada de Portugal na ONU.

Dia 3 de setembro – Nota oficiosa de Salazar sobre “Portugal e as Nações Unidas”.

Dia 5 de outubro – Sessão do MUD na Voz do Operário.

Dia 11 de outubro – Revolta da Mealhada organizada por Fernando Queiroga. Apoios de Mendes Cabeçadas, João Soares, Vidal Pinheiro e Fernando Pacheco de Amorim.

Dia 16 de outubro – Execução dos condenados de Nuremberga.

Dia 9 de novembro – Conferência da União Nacional. Discurso de Salazar, onde elogia Rocha Saraiva, sem referir o respetivo nome: tempos houve em que os portugueses se dividiam acerca da melhor forma de servir a Pátria.

Dia 30 de novembro – Sessão do MUD na Voz do Operário presidida por Azevedo Gomes. Discursos de Bento Jesus Caraça, Francisco Ramos da Costa, Fernando da Fonseca, Ferreira de Castro (intervenção lida por Lobo Vilela) e Mário Soares.

Dezembro – Vaga de greves, afeta particularmente centros piscatórios.

Dia 29 de dezembro – Funeral de Abel Salazar, com manifestações contra o regime. Polícia política chega a raptar o corpo, para o desviar do percurso esperado. O professor morreu em Lisboa e foi enterrado no Porto.

Dia 31 de dezembro – Começa a primeira ligação aérea civil entre Lisboa e Angola e Moçambique.

Janeiro – Ilegalizado o Partido Comunista Brasileiro.

Greve dos operários da construção naval da zona de Lisboa, organizada pelo PCP.

Dia 4 de fevereiro – Remodelação do Governo. Teófilo Duarte, nas colónias; Daniel Barbosa, na economia; Cancela de Abreu, no interior; Caeiro da Matta nos estrangeiros. Por oposição de Santos Costa, Salazar não nomeia Supico Pinto para os estrangeiros, apesar de o ter formalmente convidado.

Dia 4 de março – Marcello Caetano toma posse como presidente da Comissão Executiva da União Nacional. Na altura, o regime está dividido entre os partidários da fação militar liderada por Santos Costa e os partidários da fação civil onde se destaca Marcello Caetano. Teotónio Pereira é embaixador no Brasil. Um dos pretextos gira em torno de Santos Costa que parece apostar na solução monárquica para o regime outros acusam no de ter sido germanófilo durante a guerra.

Dia 26 de março – Julgamento dos implicados na revolta da Mealhada. A defesa cabe a Ramada Curto, Vasco da Gama Fernandes, Palma Carlos e Abranches Ferrão.

Contra a proibição governamental, várias associações académicas promovem o dia do Estudante. Polícia invade instações da Faculdade de Medicina de Lisboa. São detidos vários dirigentes do MUD Juvenil.

Abril – Greve de braços caídos dos operários dos estaleiros. São deportado 29 grevistas para o Tarrafal, sem prévio julgamento.

Agitação estudantil na faculdade de medicina de Lisboa.

Dia 10 de abril – Data prevista para um movimento revolucionário encabeçado pelo Almirante Cabeçadas, presidente de uma Junta Militar de Libertação Nacional. A chamada abrilada teria sido suscitada pelo próprio Carmona e agitava o espírito do 28 maio. São presos vários oficiais, entre os quais o general Marques Godinho. Hermínio da Palma Inácio e Gabriel Gomes sabotam aviões na Base Aérea de Sintra.

Dia 1 de maio – António Sérgio profere a chamada “Alocução aos Socialistas”.

Dia 2 de maio – Carmona promovido a Marechal, por decisão do Conselho de Ministros.

Eduardo Carvalho da Silva, proprietário de Caxarias, preso em 13 junho, havia editado uma publicação clandestina, onde, em nome do 28 maio, acusava Salazar de ser o primeiro adesivo da situação; de em 1925 fazer parte do Centro Católico que aprovou moção de apoio ao governo de António Maria da Silva depois do golpe de 18 abril, a antiga minoria de 1930 que é a esmagadora maioria de hoje insinua que Salazar é judeu pelo que não teria as qualidades e os defeitos da nossa raça; por não ter os nossos defeitos, não reage como nós, nunca compreenderá os nossos desejos, porque os não pode compreender nem sentir.

Dia 10 de maio – Intervenção de Jorge Botelho Moniz no Tribunal de Santa Clara.

Greves estudantis em Lisboa. Prolongam-se pelo mês de junho.

Dia 5 de junho – Proposto por Marshall o European Recovery Program, que virá a ser adotado por lei abril de 1948.

Dia 14 de junho – Nota oficiosa sobre a abrilada. Aprovada em 1 junho, apenas é publicada na imprensa no dia 15. Presos dezenas de oficiais e políticos da oposição. São reformados  Cabeçadas; capitão Pires de Matos, general Marques Godinho, brigadeiro Vasco de Carvalho, brigadeiro Eduardo Martins; brigadeiro Sousa Maia, coronel Mendes de Magalhães, coronel Luís Tadeu, coronel Afonso dos Santos, capitão Marques Repas, tenente José Gaita. Entre os 26 professores universitários aposentados ou demitidos: Mário Silva, Francisco Pulido Valente, Fernando da Fonseca, Cascais Anciães, Flávio Resende, Remy Freire, Andrée Crabée da Rocha, Luís Dias Amado.

PCP aprova a linha de unidade proposta por Cunhal.

Jantar de homenagem a António Sérgio transforma-se em manifestação oposicionista.

Dia 2 de julho – Molotov recusa o Plano Marshall.

Greves de rurais no Alentejo e Ribatejo.

Dia 15 de agosto – Independência da Índia.

Dia 5 de outubro – Reconstitui se o Komintern sob a forma de Kominform.

Dia 27 de dezembro – Morte do General Godinho no Hospital da Estrela. Preso em junho fora transferido para o presídio militar da Trafaria em 16 dezembro. A viúva apresenta, em 13 janeiro seguinte., uma queixa crime à Polícia Judiciária, contra o ministro Santos Costa, subscrita pelo advogado Adriano Moreira. A viúva e o advogado são presos. O processo acabará por ser arquivado.

É durante este ano que Henrique Galvão desliza para a oposição. Foi ao tribunal defender Carlos Selvagem. Depois da defesa, Mário Soares ouviu dizer-lhe: “acabo de assinar a minha própria sentença. Salazar não me perdoará mais”.

Janeiro – Criados os Grupos de Acção e Combate (GACs) ligados ao MUNAF Prisão da Comissão Central do MUD. Mário Soares encontra o pai na prisão. Detenção de Adriano Moreira. Manifestação de mulheres afetas ao regime homenageia Salazar.

Fevereiro – Assinado em Lisboa um acordo com os norte-americanos sobre a concessão de facilidades militares nos Açores.

Março – Ilegalizado o MUD. Prisão dos membros da comissão central e da comissão distrital de Lisboa.

Dia 16 de abril – Portugal participa na criação da OECE. Manifestações de apoio ao regime. Docentes da Universidade de Coimbra deslocam-se a Lisboa para homenagem a Salazar, no vigésimo aniversário da respetiva subida ao poder.

Dia 25 de junho – Morte de Bento de Jesus Caraça.

Dia 9 de julho – Norton de Matos anuncia candidatura a Presidente da República e lança um “Manifesto à Nação”. António Sérgio preferia a candidatura do general Costa Ferreira.

Dia 10 de julho – Proibido o jornal católico O Trabalhador, órgão da LOC e da JOC, dirigido pelo padre Abel Varzim. Acusado de utilizar um “estilo marxista” e de “prejudicar a alma da Nação”.

Dia 25 de setembro – Despacho do ministro das finanças anuncia que Portugal aceita as regras do plano Marshall.

Dia 16 de outubro – Remodelação ministerial. Castro Fernandes, novo ministro da economia.

Dezembro – Salazar propõe a recandidatura de Carmona a presidente da Republica.

Janeiro – Surge a revista Cidade Nova.

Reunião do CC do PCP com Militão Ribeiro a criticar Cunhal.

Dia 3 de janeiro – Iniciada a campanha eleitoral para a presidência. O governo tenta ligar Norton à oposição, mas Carmona e Ulisses Cortês também o haviam sido…

Grande Comício de Norton de Matos em Coimbra no Teatro Avenida quando Salgado Zenha era presidente da Associação Académica de Coimbra. Palma Carlos, presente, é aclamado como o advogado dos 108. Na mesa Fernando Lopes e Joaquim Namorado.

Segundo Mário Soares, os setores moderados da Oposição … começavam a revelar se mais anticomunistas do que antifascistas; Norton chega a querer denunciar o compromisso unitário, mediante uma declaração pública, claramente anticomunista, no que é dissuadido por Barbosa  Magalhães e Azevedo Gomes[1].

Dia 7 de janeiro – Causa Monárquica, presidida por Fezas Vital, apoia Carmona. Rocha Martins critica a Causa.

Palestras de Botelho Moniz no Rádio Clube Português de apoio a Carmona são depois transcritas no Diário de Notícias. Neste jornal, artigos de Armindo Monteiro ligam a oposição ao comunismo.

Dia 18 de janeiro – A Voz, jornal católico, tentando denegrir Norton de Matos, publica foto de Carmona com avental maçónico.

Dia 22 de janeiro – Cunha Leal publica artigo no Diário de Lisboa onde considera o Estado Novo como totalitário.

Dia 23 de janeiro – Grande Comício no Porto de apoio a Norton. Em 10 fev. comício em Lisboa.

Dia 12 de fevereiro – Norton anuncia desistência. Segundo Mário Soares, os dois últimos dias da “eleição” foram passados por nós a queimar os arquivos da Candidatura que se encontrava cercada por agentes da PIDE que aguardavam o momento de intervir[2]. Soares passa uns meses no Aljube onde casa com Maria Barroso.

Dia 13 de fevereiro – Eleições.

São imediatamente presos vários oposicionistas como Mário Soares, Manuel Mendes, Palma Carlos, Salgado Zenha, Ramos da Costa, Armindo Rodrigues… Segundo Mário Soares, a polícia fazendo incidir a repressão sobre pessoas escolhidas, dividia conscientemente a família oposicionista[3]. Soares encontrava-se preso por fazer parte da Comissão central do MUD juvenil.

Março – Prisão de Álvaro Cunhal e Militão Ribeiro.

Abril – Surge no Porto o MND (Movimento Nacional Democrático) constituído por comissões de apoio à candidatura de Norton que não aceitaram a dissolução por este determinada. A iniciativa pertence ao grupo de Virgínia Moura, Lobão Vital, Armando Bacelar e Rui Luís Gomes. A esse grupo, opõe-se à Comissão dos 24, com Azevedo Gomes, Carlos Sá Cardoso, Adão e Silva, Afonso Costa Filho e Lobo Vilela, todos eles atlantistas. A CC  do MND será presa em 17 dez.. Soares afasta-se voluntariamente do MUD juvenil e recusa fazer parte do MND, depois de sair da cadeia em meados de 1949.

Portugal é admitido na NATO.

Junho – Criado o regime das medidas de segurança para delinquentes políticos.

Novembro – Eleições para a Assembleia Nacional. Listas de oposição em Castelo Branco e Portalegre com Cunha Leal e Pequito Rebelo.

Dezembro – Portugal subscreve a Declaração Universal dos Direitos do Homem da ONU, emitida em 1945.

[1] Idem, pp. 159-160

[2] Idem, p. 161.

[3] Idem, p. 164.

Dia 3 de janeiro – Morte de Militão Ribeiro na Penitenciária.

Dia 4 de junho – Morte de Alfredo Dias Lima do PCP em Alpiarça, em recontro com a GNR.

Dia 2 de agosto – Remodelação governo. Ministro da presidência, Costa Leite (até 7 jul. 55). Ministro da defesa, Santos Costa. Ministro do  interior, Trigo de Negreiros (até 14. 8. 58). Ministro das finanças, Águedo de Oliveira (até 7.7.55). Ministro dos negócios estrangeiros, Paulo Cunha (até 14 ag 58). Ministro das  colónias, Sarmento Rodrigues.  Ministro da  economia, Ulisses Cortês. Ministro das  Corporações, José Soares da Fonseca.

Dia 11 de novembro – MND tenta promover manifestação a favor da paz nos Restauradores. À noite, sessão solene no Centro Republicano António José de Almeida interrompida pela PIDE. Soares virá a ser expulso do PCP com Ramos da Costa, Jorge Borges de Macedo e Augusto Sá da Costa.

Ano da morte de Carmona e da eleição de Craveiro Lopes, com o salazarismo a afastar a hipótese de restauração da monarquia e da elevação de Salazar à presidência da República, enquanto a oposição não comunista promove a candidatura de um ex-ministro da Ditadura Nacional, lançando parte dos apoiantes do 28 de maio na oposição. No fim do ano, a realização do III Congresso da União Nacional em Coimbra marca o novo ritmo do situacionismo, emergindo o dinamismo de Marcello Caetano, em dialéctica com o grupo de Santos Costa. De um lado, o partido dos becas, catedraticamente conformado, do outro, a nova tropa apoiante do regime, quando o agravamento da Guerra Fria permite que o regime se adeque aos modelos ocidentais pela via do anticomunismo sem democracia.

Dia 17 de janeiro – Eisenhower visita Lisboa. Acordo de Assistência Mútua. Portugal beneficia do Plano Marshall na compra de cereais e em obras de irrigação.

Dia 18 de abril – Morte de Carmona. Santos Costa defende a candidatura de Salazar. Mário de Figueiredo propõe a restauração da monarquia, com a oposição de Marcello Caetano e Albino dos Reis.

Dia 4 de maio – Assassinado em Belas o dirigente comunista Manuel Domingues.

Dia 1 de junho – União Nacional lança a candidatura de Craveiro Lopes, proposta por Santos Costa a Salazar.

Dia 11 de junho – Alterada a Constituição. Surge a designação de “províncias ultramarinas” em vez de Colónias. No nome Ultramar Português passa a figurar em vez do termos “Império Colonial Português”.

Dia 22 de junho – Anunciadas as candidaturas de Quintão Meireles (segundo o SNI apoiada por situacionsitas descontentes) e de Rui Luís Gomes, apoiada pelo MND, pelo MUD juvenil e pela extrema esquerda. PRP não apoia nenhum. Norton de Matos sugerira a de Egas Moniz, que recusa. Meireles é apoiado por Sérgio, Cabeçadas, Vieira de Almeida e Aquilino. No seu manifesto de 3 jul. considera que o país está doente; assume-se contra o partido único; defende a integridade da pátria e da sua extensão territorial ultramarina. Anuncia a desistência em 19 jul.:  para não colaborar na mistificação que se prepara … O país tornará a ter outro Chefe de Estado nomeado mas sem a nossa colaboração. A candidatura de Meireles foi marcada pelo estilo combativo que lhe foi introduzido por Cunha Leal e por Henrique Galvão; a primeira vez que foi denunciada a corrupção e a confusão entre o poder político e o poder económico. Promoveu apenas uma sessão de propaganda na Garagem Monumental ao Areeiro.

Dia 27 de junho – Sessão de propaganda de Craveiro Lopes no ginásio do Liceu Camões.

Dia 5 de julho – Rui Luís Gomes é espancado à saída de uma sessão de propaganda.

Dia 9 de julho – Anunciado o fim do estado de guerra com a Alemanha, sem a colaboração da URSS.

Dia 17 de julho – Leopoldo III da Bélgica abdica em Balduíno.

Dia 19 de julho – Comício da União Nacional no Pavilhão dos Desportos com Salazar. É então lida carta de Maurras de apoio a Salazar. Comício no Porto, no mesmo dia, com Marcello Caetano.

Dia 22 de julho – Eleições.

Dia 23 de julho – Morte de Pétai.

Dia 9 de agosto – Posse de Craveiro Lopes. No fim das eleições, Salazar reflecte sobre o processo e reconhece que a oposição teve bastante habilidade  quando juntou ia correção formal com o ataque à imoralidade e corrupção do regime. Põe mesmo como hipótese  organizar pela forma possível o partidarismo (fazer da União Nacional um partido conservador e deixar organizar as oposições) e só vê como alternativa a realização progressiva do regime pela institucionalização do corporativismo. Salazar considera que há dois caminhos (regime/partidarismo) e dois fins possíveis para Portugal: corporativismo/comunismo, salientando que as solução monárquica não evita nem dispensa qualquer destes caminhos. Reconhece também que se os monárquicos na Assembleia Nacional mantiverem a tendência a constituir uma minoria partidária eis que se continuar a trabalhar neste plano criará os maiores embaraços à situação. Até porque a Causa Monárquica tem vindo a apelar no sentido da separação de interesses e independência da organização. 

Dia 13 de outubro – Cerimónias do encerramento do Ano Santo em Fátima.

Dia 17 de outubro – Tropas britânicas ocupam o Suez.

Dia 25 de outubro – Churchill vence as eleições. Morte da Rainha D. Amélia.

Dia 1 de novembro – Churchill forma governo com Eden nos estrangeiros.Tumultos anti-franceses em Marrocos.

Dia 22 de novembro – III Congresso da União Nacional em Coimbra. Marcello Caetano contra a restauração da monarquia, defendida por Soares da Fonseca. No discurso o inaugural Salazar considera que a monarquia  não pode ser, por si só, a garantia da estabilidade de um regime determinado senão quando é o lógico coroamento das demais instituições do Estado e se apresenta como uma solução tão natural e apta, que não é discutida na consciência geral. comando de um só.

Dia 23 de novembro – Marcello Caetano assinala: o comando político apoiado no snetimento e na vontade da nação, cujos anseios profundos e legítimas aspirações interpreta, exprime e realiza, esse é que é a forma que o novo tipo de Estado solicita para poder corresponder à extensão e profundidade das tarefas que os homens dele esperam … A História está a gerar novos regimes de Governo por um só, diferentes das monarquias antigas cuja estrutura social obedeceu a condições de vida muito diferentes das actuais.

Dia 24 de novembro – Miranda Barbosa defende que a restauração monárquica seria o complemento da situação política. Da mesma opinião foi o deputado Avelino de Sousa Campos. Marcello defende que Salazar deveria ascender à Presidência da República que permitiria que ele mesmo presidisse à sua substituição na chefia do Governo, e assim habituasse o País a ver na presidência do Conselho um homem vulgar, ainda que experiente, sabedor e devotado ao bem público. Diz que faz essa proposta desde 1947, contra a opinião de Salazar.

Dia 27 de novembro – Prisão do secretário-geral do PC checoslovaco.

Dezembro – Começa na China acampanha dos três antis, tcheng feng, até abril de 1952.

Dia 7 de dezembro – Aumento dos vencimentos dos funcionários públicos.

Dia 24 de dezembro – Proclamação da independência da Líbia.

Dia 31 de dezembro – Assembleia Nacional Francesa ratifica o Tratado de Paris instituidor da CECA.

Dia 8 de janeiro – Conspiração falhada – Trigo de Negreiros em Conselho de Ministros denuncia uma conspiração onde participariam, entre outros militares, Henrique Galvão. Serão sentenciados no fim do ano. Queda do governo Pléven em França.

Campanha dos Wu Fan na China, no primeiro semestre.

Dia 19 de janeiro – A Assembleia Nacional francesa, por uma fraca maioria, autoriza o governo a conduzir as negociações tendo em vista a instituição da CED, com a condição de participarem os britânicos e de uma autoridade política controlar a autoridade militar.

Dia 20 de janeiro – Governo de Edgar Faure em França; comunistas e gaullistas abstêm-se Schuman continua nos estrangeiros e Bidault na defesa; vai durar quarenta dias.

Dia 1 de fevereiro – Publicado projeto de Tratado sobre a CED.

Dia 8 de fevereiro – Bundestag aprova o princípio da contribuição para a defesa da Europa, embora reclamando igualdade de direitos.

Dia 6 de fevereiro – Morte do rei Jorge VI e início da era isabelina no Reino Unido.

Dia 12 de fevereiro – Discurso de Anthony Eden nos USA criticando a hipótese de uma federação europeia.

Dia 18 de fevereiro – Grécia e Turquia aderem à NATO.

Dia 19 de fevereiro – Assembleia Nacional francesa adota o princípio do exército europeu.

Dias 22 a 25 de fevereiro – Conselho do Atlântico em Lisboa; NATO transforma-se em organismo permanente, com sede em Paris; aprovada a ideia de uma Comunidade Europeia de Defesa; estabelecido o limite de 500 000 homens para os efetivos da Bundeswehr.

Dia 1 de março – Em Portugal, acaba o racionamento e baixa o preço do açúcar.

Dia 6 de março – Antoine Pinay, independente, chefe do governo francês; iniciada uma experiência liberal de centro-direita, havendo uma dissidência gaullista para apoio ao novo governo, com o consequente começo de integração do gaullismo no sistema; Schuman conserva os estrangeiros e René Pleven na defesa; até 23 de dezembro.

Maio – Salazar recebe os intelectuais franceses Daniel Rops e Henri Massis. Greve de rurais em Pias e de corticeiros em Matosinhos. Inaugurada uma fábrica de amoníaco em Estarreja.

Dia 26 de maio – Assinados os acordos de Bona entre as três potências ocidentais e a RFA, o Deutschlandvertrag,  que punham fim ao regime de ocupação; os acordos estavam condicionados à ratificação da CED.

Dia 27 de maio – Assinado o Tratado de Paris, instituindo a CED.

Dia 30 de maio – A Assembleia Consultiva do Conselho da Europa adota uma resolução apoiando a criação de uma comunidade europeia supranacional aberta, à qual poderiam aderir ou associar-se todos os membros do Conselho da Europa.

Dia 25 de julho – Entra em vigor a CECA e assinado um acordo em Paris prevendo a supressão da Autoridade Internacional do Ruhr.

Dia 30 de julho – Escolhida a cidade do Luxemburgo como sede provisória da CECA.

Dia 10 de agosto – Instalação da Alta-Autoridade CECA, no Luxemburgo, sob a presidência de Jean Monnet que então declara  a Assembleia foi eleita pelos parlamentos nacionais e está já prevista que possa sê-lo diretamente pelos povos. Os membros da Assembleia não estão vinculados a nenhum mandato nacional, votam livremente e por cabeça. Cada um deles não representa o seu país, mas a Comunidade como um todo. A Assembleia controla a nossa ação. Tem o poder de nos retirar a confiança. É a primeira Assembleia europeia dotada de poderes soberanos.

Dia 8 de setembro – Primeira reunião do Conselho da CECA, sob a presidência de Konrad Adenauer.

Dia 10 de setembro – Primeira reunião da Assembleia parlamentar da CECA, em Estrasburgo, sob a presidência de Paul-Henri Spaak.

Dia 10 de setembro – Ministros dos estrangeiros dos Seis reunidos em Estrasburgo  decidem pôr em vigor antecipadamente o artigo 38 do Tratado de Paris que instituiu a CED; segundo este artigo 78 membros da Assembleia da CECA e 9 delegados da Assembleia Consultiva do Conselho da Europa, reunidos numa assembleia ad hoc teriam a missão de elaborar o projeto de constituição de uma Comunidade Política Europeia.

Dia 22 de setembro – Começa a reunião da assembleia ad hoc.

Dia 30 de setembro – A Asembleia Consultiva do Conselho da Europa adota o Plano Eden, depois vetado pela Alemanha e pela Itália, no Conselho de Ministros; segundo este plano, as comunidades supranacionais criadas ou a criar, teriam de inserir-se no âmbito do Conselho da Europa.

3 de outubro – Explosão da primeira bomba atómica britânica.

Dia 17 de outubro – Congresso dos radicais franceses em Bordéus, onde Herriot critica o exército europeu.

Dia 25 de outubro – Fracasso das conversações franco-alemãs sobre a europeização do Sarre.

XIX Congresso do PCUS.

Dia 31 de outubro – Explosão, em Bikini, da primeira bomba termonuclear de hidrogénio norte-americana.

Novembro – Em Portugal: obrigatoriedade do ensino primário. Jaime Cortesão regressa do exílio. Condenação de Henrique Galvão

Dia 16 de novembro – Morte de Charles Maurras. A União Pan Helénica do marechal Papagos vence as eleições gregas, com maioria absoluta, a que se segue a proibição do partido comunista.

Dia 10 de novembro – O GATT concede aos seis uma derrogação quanto à cláusula de nação mais favorecida. Primeira reunião do Tribunal de Justiça da CECA.

Dias 12 e 13 de dezembro – Criada uma Comunidade Europeia da Saúde entre os seis, o Reino Unido, a Suiça e a Turquia, a chamada pool branca.

Dia 23 de dezembro – Demissão do governo Pinay em França, pela falta de apoio do MRP.

Dia 4 de fevereiro – Incidentes em Batepá na ilha de S. Tomé. Intervenção repressiva das autoridades policiais.

Dia 5 de março – Morte de Estaline.

Dia 27 de abril – Comemora-se o 25º aniversário da subida ao poder de Salazar. Sessão conjunta da Assembleia Nacional e da Câmara Corporativa, Te Deum em S. Domingos e visita de uma delegação da Universidade de Coimbra.

Surge um Partido Cristão Democrático.

Dia 28 de maio – Discurso de Salazar: a Europa empobreceu com as suas guerras e o seu socialismo.

Esboça-se oposição nacionalista que pretende concorrer em Aveiro, mas acaba por desistir.

Ramada Curto abandona o PS.

Dia 2 de novembro – Causa Monárquica apela ao voto nos candidatos monárquicos da UN.

Dia 8 de novembro – Eleições. A oposição apresenta-se em Lisboa, Porto e Aveiro, mobilizando personalidades como Cunha Leal, Mendes Cabeçadas, Acácio Gouveia, Sá Cardoso, Nuno Rodrigues dos Santos e Vasco da Gama Fernandes. Entra na Assembleia Nacional como independente Pinto Barriga. Entrou como ex-oposicionista e acabou por pedir a ressalarização do regime. Entra também o Professor Cid dos Santos que no último dia do mandato vai denunciar o regime.

Janeiro – Cunhal define o ano como momento de refluxo revolucionário.

Dia 2 de abril – Arantes de Oliveira, novo ministro das obras públicas.

Dia 20 de abril – Aprovado o Estatuto dos Indígenas Portugueses das Províncias da Guiné, Angola e Moçambique. A população é dividida em três grupos: os brancos, os assimilados e os indígenas.

Dia 7 de maio – Franceses derrotados em Dien Bien Phu.

Dia 19 de maio – Morte de Catarina Eufémia no Baleizão.

Dia 14 de agosto – Antunes Varela substitui Cavaleiro Ferreira no ministério da justiça.

Dia 24 de agosto – Suicídio de Getúlio Vargas.

Dia 30 de agosto – França recusa a instituição de uma Comunidade Europeia de Defesa.

Setembro – Conflito latente entre Craveiro Lopes  e Salazar. Marcello Caetano ao lado do primeiro.

Dia 10 de outubro – É fundada em Léopoldville, capital do Congo Belga, a União dos Povos do Norte de Angola, sob a direção de Holden Roberto. A organização vai dar origem à UPA.

Dia 30 de outubro – Começo da guerra de Argélia.

Dia 18 de novembro – Assinado acordo luso-britânico sobre as fronteiras de Moçambique.

Dia 30 de novembro – Salazar faz uma comunicação à Assembleia Nacional sobre a questão do Estado da Índia.

Oposição requer a constituição de uma organização dita Causa Republicana. Será indeferida em julho de 1955.

Dezembro – Confronto entre Salazar e D. Duarte Nuno sobre o destino dos bens da Casa de Bragança, no ano em que Franco chegava a acordo com D. Juan de Bourbon sobre a educação do príncipe Juan Carlos, visando a restauração da monarquia em Madrid.

Dia 22 de fevereiro – Café Filho em Lisboa.

Confronto entre o Grupo da Choupana (Marcello Caetano, Baltazar Rebelo de Sousa, Silva Cunha, Dias Rosas, Moreira Baptista) e o grupo de Santos Costa.

Dias 19 a 24 de abril – Conferência de Bandung.

Dia 7 de julho – Novo governo. Marcello Caetano, ministro da presidência. Veiga de Macedo nas corporações. António Pinto Barbosa nas finanças (com Jacinto Nunes e Correia de Oliveira). Raul Ventura, ministro do ultramar. Leite Pinto, ministro da educação.

Dia 20 de julho – Morre Calouste Gulbenkian. Azeredo Perdigão testamenteiro. Vai levar para a Fundação Franz Paul de Almeida Langhans que fora secretário pessoal de Salazar.

Dia 8 de agosto – Nehru corta relações diplomáticas com Portugal.

Dia 14 de dezembro – Votada a entrada de Portugal na ONU.

Dia 22 de dezembro – Petição portuguesa dá entrada no Tribunal de Haia.

Dia 22 de janeiro – O Presidente eleito do Brasil Juscelino K. de Oliveira em Lisboa, antes da posse.

Dia 30 de maio – IV Congresso da UN.

Dia 18 de julho – Aprovados estatutos da Fundação  Calouste Gulbenkian.

Dia 12 de setembro – Fundado em Bissau o PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), sob a direção do engenheiro agrónomo Amílcar Cabral.

Dia 12 de dezembro – Manifestações estudantis contra o Decreto nº 40 900 sobre encerramento de associações.

Criada uma Frente Nacional Liberal e Democrata, por iniciativa de Nuno Rodrigues dos Santos. Azevedo Gomes cria a Acção Democrato-Social.

Dia 6 de outubro – I Congresso Republicano de Aveiro, organizado por Mário Sacramento.

Outubro – Humberto Delgado nomeado Director-Geral da Auronáutica Civil.

Dia 4 de novembro – Eleições para a Assembleia Nacional; a oposição não é autorizada a concorrer pelo Supremo Tribunal Administrativo.

Dia 15 de novembro – Renovado o contrato sobre as Lajes. O relatório anual da  Associação Industrial Portuguesa  considera: a integração europeia, abrindo as perspectivas de  nova orientação dos mercados, pela instauração imediata da Comunidade Económica dos Seis e preparando a criação da Zona de Comércio Livre, em que Portugal não poderá deixar de integrar-se, suscita no espírito de todos os industriais portugueses conscientes do seu alcance a convicção da necessidade de se preparar sem demora a nossa estrutura económica para o choque de novas e exigentes condições de trabalho. Portugal, como é notório, não está preparado para elas.

Dia 1 de maio – Reunião da Comissão Central  da União Nacional decide pela candidatura de Américo Tomás. Marcello Caetano não comparece.

Dia 3 de maio – Candidatura de Arlindo Vicente.

Dia 8 de maio – Manifesto de Delgado sou liberal e como liberal me dirijo a todos os portugueses que desejem a sua pátria libertada. Sessão no Café Chave de Ouro

Dia 10 de maio – Obviamente demito-o. Secretário-geral do Partido Socialista, Fernandes Feijó, apoia Delgado.

Dia 14 de maio – Delgado no Porto, com 200 000 pessoas na Praça Carlos Alberto. No comício do Coliseu, em Lisboa, discursam Rolão Preto, Cal Brandão, capitão David Neto e João Araújo Correia.

Dia 16 de maio – Regresso de Delgado a Lisboa.

Dia 18 de maio – Comício no Liceu Camões.

Dia 30 de maio – Anunciada a retirada de Arlindo Vicente.

Dia 4 de junho – Comício de Delgado no Pavilhão dos Desportos em Lisboa.

Luís Almeida Braga em entrevista ao Diário de Lisboacondeno o híbrido sistema político tirânico e vingativo que está a arrastar nos para a pior catástrofe da nossa história … a idolatria da autoridade, o materialismo da obediência passiva … tendo começado por ser uma ditadura administrativa, manhosamente se transformou em ditadura policial, contrária ao destino moral e pessoal do homem … O Estado Novo tornou os ricos mais ricos e os pobres mais pobres … para me declarar monárquico não peço licença ao rei nem aos bobos da Corte.

Dia 8 de junho – Eleições.

Dia 13 de junho – Carta do Bispo do Porto a Salazar.

Dia 18 de junho – Humberto Delgado decide criar o Movimento Nacional Independente.

Dia 27 de julho – Humberto Delgado escreve carta a Botelho Moniz (CEMGFA) e a outras chefias militares, propondo revolta de generais. Dirige-se-lhes como caros colegas. Todos haviam participado no 28 de maio.

Dia 31 de julho – Botelho Moniz almoça com Tomás em casa de Daniel Barbosa e põe no ao corrente do ultimato do exército para a saída de Santos Costa.

Dia 4 de agosto – Salazar recebe Marcello Caetano e Santos Costa.

Dia 9 de agosto – Posse de Tomás.

Dia 14 de agosto – Novo Governo. Saem Santos Costa e Marcelo Caetano.

Dia 16 de agosto – II Plano Fomento (prevista nova Ponte sobre o Tejo).

Setembro – Beleza Ferraz novo CEMGFA. Luís Câmara Pina, CEME.

Bispo do Porto no exílio.

D. Sebastião de Resende entra em conflito com Salazar e chama-lhe chefe manhoso e terrível.

Henrique Galvão detido no Hospital Santa Maria.

Salazar desabafa para colaboradores se a campanha de Delgado se tivesse prolongado por mais um ou dois meses, ele tinha ganho as eleições.

Morrem no Porto José Domingues dos Santos e Armando Marques Guedes.

Dia 3 de setembro – Botelho Moniz chama Delgado e propõe-lhe que abandone a política. Recusam-lhe viagem ao Brasil.

Dia 5 de outubro – Incidentes em Lisboa junto à estátua de António José de Almeida. Polícia ataca manifestantes com gás lacrimogéneo.

Dia 11 de novembro – Governo anuncia não autorizar o trabalhista Benam a entrar em Portugal.

Dia 26 de novembro – Prisão de Delgado Azevedo Gomes, Vieira de Almeida, Jaime Cortesão e António Sérgio.

Dia 28 de novembro – Ministro do interior, Pires Cardoso, demite-se, sendo substituído por Arnaldo Schultz.

Dia 6 de dezembro – Nova Comissão executiva da União Nacional presidida por Castro Fernandes com Costa Brochado, António Pinto Mesquita e Henrique Tenreiro.

Dia 17 de dezembro – Revisão do vencimento dos funcionários públicos.

Dia 18 de dezembro – Planeada revolta de Delgado com Manuel Serra e o capitão Almeida Santos.

Janeiro – Marcello Caetano Reitor da Universidade de Lisboa.

Dia 7 de janeiro – Delgado é compulsivamente aposentado.

Dia 12 de janeiro – Delgado pede asilo político na embaixada do Brasil (Alvaro Lins).

Dia 17 de janeiro – Henrique Galvão pede asilo político na Embaixada da Argentina.

Dia 12 de março – Revolta da Sé com Manuel Serra e o major Calafate. Mário Soares chama-lhe de inspiração católica. Participariam também o major Pastor Fernandes e o capitão Almeida Santos, oficial de ligação a Craveiro Lopes.

Dia 7 de abril – Aparece no Guincho o corpo do capitão Almeida Santos.

Dia 20 de abril – Delgado parte para o Brasil.

Dia 17 de maio – Inaugurado Monumento ao Cristo Rei.

Dia 3 de agosto – Massacre do Pidjiquiti em Bissau.

Dia 29 de agosto – Lei nº 2 100. Eleição do Presidente da República por colégio eleitoral.

Janeiro – Comemorações Henriquinas.

Fundação da EFTA.

Dia 4 de janeiro – Cunhal foge de Peniche.

Dia 10 de janeiro – Strauss, ministro da defesa da RFA em Lisboa.

Secretário geral da ONU em Lisboa.

Fevereiro – Toynbee profere conferência no Instituto de Altos Estudos Militares.

Dia 12 de abril – Decisão do Tribunal de Haia favorável a Portugal.

Dia 19 de maio – Eisenhower em Lisboa.

Dia 16 de junho – Revolta de Mueda em Moçambique.

Dias 20 e 21 de junho – Encontro entre Franco e Salazar em Mérida.

Dia 22 de agosto – Reis da Tailândia em Lisboa.

Dia 5 de outubro – 50º aniversário da Rotunda. Tomás põe flores no túmulo de Manuel Arriaga nos Prazeres. Preso Mário Soares.

Dia 12 de novembro – Amnistia henriquina. Abrangidos Aquilino Ribeiro, Padre Abel Varzim e comandante Moreira de Campos.

Dia 1 de janeiro – Terceira harmonização das taxas aduaneiras externas dos membros da CEE.

Dia 3 de janeiro – Dez militantes do PCP evadem-se do forte de Peniche. Entre os evadidos, Álvaro Cunhal. Rutura diplomática entre Cuba e os USA.

Dia 7 de janeiro – Constituição do Grupo de Casablanca entre o Ghana, a Guiné, Mali, Marrocos e República Árabe Unida.

Dia 8 de janeiro – Referendo em França aprova ao processo de autodeterminação na Argélia.

Dia 20 de janeiro – Posse de Kennedy; Dean Rusk, secretário de Estado e Robert Mc Namara na defesa.

Dia 22 de janeiro – Incidentes na Baixa de Lisboa.

Dia 23 de janeiro – Assalto ao paquete Santa Maria pelo Capitão Henrique Galvão, no âmbito da chamada Operação Dulcineia. Comanda o processo um Diretório Revolucionário Ibérico de Libertação Nacional, pouco antes constituído na Venezuela. Termina uma greve geral na Bélgica, depois de trinta e três dias.

Dia 27 de janeiro – Encontro entre de Gaulle e MacMillan em Rambouillet.

Dia 30 de janeiro – Galvão entrega-se às autoridades brasileiras.

Dia 31 de janeiro – Data escolhiada para o Programa para a Democratização da República, posteriormente elaborado.

Dia 4 de fevereiro – Incidentes em Luanda – Militantes do MPLA assaltam casa de reclusão de Luanda. Sete mortos entre as forças de segurança. Terão também participado elementos do Movimento Nacional Independente de Humberto Delgado.

Dia 5 de fevereiro – Funerais em Luanda. Incidentes no cemitério novo, junto à estrada do Catete. 17 mortos.

Dia 6 de fevereiro – Américo Tomás concede audiência a uma comissão de oposicionistas constituída por Acácio Gouveia, Azevedo Gomes e Eduardo Figueiredo.

Dia 10 de fevereiro – Novo ataque em Luanda. Desta feita à cadeia de S.Paulo. Decorre em Paris a primeira cimeira dos Seis, as conférences au sommet, reunindo chefes dos executivos dos seis; decide criar-se uma união política. Voltará a haver novas cimeiras em Bona – julho de 1961 – Roma, maio de 1967, Haia, dezembro de 1969, Paris, outubro de 1972, e Copenhaga, dezembro de 1973.

Dia 11 de fevereiro – Surge a OAS.

Dia 12 de fevereiro – Assassinato de Patrice Lumumba.

Dia 16 de fevereiro – Regresso do Santa Maria a Lisboa. Salazar vai a bordo. No dia 17, funeral de Nascimento Costa, tripulante morto durante o assalto.

Dia 17 de fevereiro – Botelho Moniz avista-se com Elbrick, embaixador dos USA informando-o que, com outras personalidades do regime havia decidido forçar Salazar a liberalizar a sua política.

Dia 23 de fevereiro – Libéria promove reunião do Conselho de Segurança da ONU contra Portugal.

Dia 25 de fevereiro – Assinatura do contrato para a construção da Ponte sobre o Tejo.

Dia 26 de fevereiro – Hassan II, novo rei de Marrocos.

Dia 5 de março – Paul-Henri Spaak abandona o cargo de secretário-geral da NATO, para regressar à atividade política belga, onde assumirá, a partir de 25 de abril, o cargo de ministro dos estrangeiros.

Dia 6 de março – Nova reunião entre Elbrick e Botelho Moniz.

Dia 7 de março – Elbrick solicita audiência a Salazar.

Dia 14 de março – Terrorismo na zona do Uíge – Vagas terroristas invadem o norte de Angola, sob o comando da UPA. Votação do Conselho de Segurança da ONU. USA e URSS votam contra a posição portuguesa.

Dia 15 de março – Finlândia associa-se à EFTA.

Dia 17 de março – Imprensa relata os acontecimentos de Angola.

Dia 19 de março – Strauss eleito líder da CSU.

Dia 22 de março – Encontro entre Strauss e Macmillan em Londres.

Dia 24 de março – O Ministro do Ultramar Vasco Lopes Alves parte para Angola. regressa pessimista em 4 de abril.

Dia 26 de março – Eleições legislativas na Bélgica; descida dos sociais-cristãos e subida dos comunistas e dos nacionalistas flamengos.

Dia 28 de março – Conversações entre Botelho Moniz e Salazar. Em 5 de abril, Botelho Moniz tem audiência com Tomás.

Revolta dos curdos no Iraque.

Dia 6 de abril – Tomás tem reuniões com Soares da Fonseca, Ulisses Cortês e Santos Costa. Volta a receber Salazar. Nova audiência entre os dois. No dia 11 de abril, às 22 horas, nova audiência com Salazar. À meia noite, Botelho Moniz vem propor-lhe a substituição de Salazar.

Dia 12 de abril – Tomás almoça com o Ministro do Exército, enquanto Kaulza de Arriaga, sem o prévio acordo de Moniz, põe várias unidades militares em regime de prevenção. Novas audiências de Tomás com Salazar, Botelho Moniz e Soares da Fonseca. Khruchtchov avisa os escritores contra a infiltração burguesa. Iuri Gagarine a bordo da Vostok I, é o primeiro homem no espaço.

Dia 13 de abril – Abrilada – Consuma-se o golpe de Botelho Moniz, com uma reunião na Cova da Moura entre os ilustres amotinados. Entretanto, previamente, Salazar remodelava o governo, assumindo Salazar a pasta da Defesa. Mário Silva, ministro do exército, com Jaime da Fonseca. Novo CEMGFA, Gomes de Araújo. Adriano Moreira assume a pasta do Ultramar. A explicação da remodelação era Angola: andar rapidamente e em força é o objetivo que vai pôr à prova a nossa capacidade de decisão.

Dia 17 de abril – Desembarque norte-americano em Cocinos Bay/ Baía dos Porcos, em Cuba.

Dia 18 de abril – Dirk Stikker novo secretário-geral da ONU.

Dia 20 de abril – Fracasso do desembarque de Cocinos Bay.

Dia 21 de abril – Golpe dos Generais em Argel.

Dias 22 a 26 de abril – Golpe dos Generais em Argélia.

Dia 25 de abril – Governo de coligação na Bélgica entre socialistas e sociais-cristãos, com Spaak e Théo Lefèvre.

Dia 1 de maio – Proclamação da República Democrática Socialista de Cuba.

Dia 4 de maio – Nova remodelação do governo.

Dia 5 de maio – Primeiro voo espacial de um astronauta americano, A. B. Shepard.

Dia 11 de maio – Ludwig Ehrard visita Lisboa.

Dia 20 de maio – Começam as conversações de Evian.

Dia 28 de maio – Inauguração do troço de auto-estrada entre Lisboa e Vila Franca enquanto rebenta uma bomba na Estação do Cais Sodré.

Dia 31 de maio – Surge a República da África do Sul.

Dias 3 e 4 de junho – Cimeira de Viena entre Khruchtchov e Kennedy.

Dia 6 de junho – Venâncio Deslandes nomeado Governador Geral de Angola e Comandante Chefe.

Dia 10 de junho – Em Espanha surge a Union de Fuerzas Democráticas, com o PSOE, PNV, e a Izquierda Demócrata Cristiana.

Dia 20 de junho – Começam os colóquios promovidos por António Quadros sobre O que é o ideal Português?

Dia 30 de junho – Discurso de Salazar em reunião extraordinária da Assembleia Nacional.

Dia 9 de julho – Assinado acordo de associação entre a CEE e a Grécia.

Dia 18 de julho – Aparece a ETA.

Segunda cimeira dos Seis em Bona, Bad-Godsberg; encarregado um comité de peritos, presidido por Christian Fouchet, para apresentar um relatório sobre União Política; decidem realizar-se regularmente reuniões de informação e coordenação política.

Dia 19 de julho – Encíclica Mater et Magistra.

Dia 20 de julho – Encontro de De Gaulle e Adenauer em Bona.

Dia 26 de julho – Senegal corta relações diplomáticas com Portugal.

Julho e Agosto – Irlanda, em 31 de julho, Dinamarca, em 9 de agosto, e Reino Unido, em 10 de agosto, pedem adesão à CEE.

Dia 1 de agosto – Ataque e invasão do Forte de S. João Baptista de Ajudá, enclave português na República do Daomé.

Dia 12 de agosto – De 12 para 13 de agosto são erguidas barreiras de arame farpado em Berlim, separando as zonas leste e oeste dias depois inicia-se a construção de um muro de betão, o muro da vergonha.

Dia 16 de agosto – Nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros anuncia que o parlamento indiano aprovou a integração dos enclaves de Dará e Nagar Aveli na União Indiana.

Dia 17 de agosto – Assinado o pacto Aliança para o Progresso, uma espécie de Plano Marshall para a América Central e do Sul. Iniciada a construção do Muro de Berlim.

Dia 22 de agosto – Governo sueco põe reservas à adesão ao Mercado Comum, invocando a política de neutralidade sueca.

Dia 24 de agosto – Inauguração da Siderurgia Nacional no Seixal. Discursos de António Champalimaud e Ferreira Dias.

Dia 25 de agosto – Jânio Quadros renuncia à Presidência do Brasil, sendo substituído pelo Vice-Presidente João Goulart do PTB.

Dia 26 de agosto – Num juramento de bandeira começa a cantar-se o hino Angola é Nossa.

Dia 27 de agosto – Congresso brasileiro regressa ao parlamentarismo.

Dia 31 de agosto – URSS  retoma as expeeriências nucleares na atmosfera.

Dias 1 a 6 de setembro – I Conferência de Belgrado dos países não alinhados.

Dia 6 de setembro – Pelo Decreto-Lei nº 43 893 é abolido o estatuto do indigenato.

Dia 12 de setembro – Sociais-democratas noruegueses perdem a maioria absoluta, embora se mantenham como o primeiro partido.

Dia 17 de setembro – CDU perde a maioria absoluta na RFA.

Dia 28 de setembro – Dissolvida a República árabe Unida.

Dia 30 de setembro – Entra em vigor a OCDE.

Dia 12 de outubro – Termina o prazo da apresentação de candidaturas a deputados. Pela oposição aparecem as candidaturas dos monárquicos Francisco Sousa Tavares, Gonçalo Ribeiro Teles e Fernando Amado.

Dias 12 a 31 de outubro – XXII Congresso do PCUS enfrenta a questão chinesa.

Dia 29 de outubro – Maioria absoluta para Karamanlis na Grécia.

Dia 29 de outubro – Corpo de Estaline retirado do Mausoléu de Lenine.

Dia 2 de novembro – A França apresenta o plano Fouchet, criando uma união de Estados indissolúvel, gozando de personalidade jurídica, mas fundada no respeito da personalidade dos povos e dos Estados membros.

Dia 3 de novembro – U Thant, secretário-geral interino da ONU, depois de acidente aéreo que vitimou Dag Hammarskjold no Congo.

Dia 7 de novembro – Na RFA, Adenauer é reeleito chanceler, em coligação com o FDP, com a condição de não manter-se durante toda a legislatura; mantêm-se Ehrard na economia e Strauss na defesa; nos estrangeiros, Von Brentano é substituído por Gehrard Schroder.

Dia 8 de novembro – Após várias exposições a Américo Tomás, a oposição anuncia a desistência. Abertura das negociações entre o Reino Unido e a CEE.

Dia 9 de novembro – Salazar faz apelo ao voto.

Dia 10 de novembro – Palma Inácio desvia avião da TAP do voo Casablanca Lisboa e lança panfletos sobre Lisboa, assinados por Henrique Galvão em nome de uma DRIL.

Dia 12 de novembro – Eleição da Assembleia Nacional.

Dia 19 novembro – Assembleia Plenária do Conselho Mundial das Igrejas em Nova Delhi.

Dia 24 de novembro – Encontro entre de Gaulle e MacMillan.

Dia 25 de novembro – Afastados políticos finlandeses hostis à URSS.

Dia 29 de novembro – Inaugurada a VIII Legislatura da Assembleia Nacional.

Dia 2 de dezembro – Criado em Cuba o Partido Unido da Revolução Socialista, onde se opta pelo marxismo-leninismo.

Dia 3 de dezembro – Inaugurada a Reitoria da Universidade Clássica de Lisboa.

Dia 4 de dezembro – Fogem presos políticos de Caxias.

Dias 6 e 7 de dezembro – Conferência de Paris entre os seis  e países africanos para o estudo de uma forma de associação comercial.

Dia 6 de dezembro – A Conferência de Punta del Este, no Uruguai assinala o início do Kennedy Round.

Dia 9 de dezembro – Encontro entre De Gaulle e Adenauer em Paris.

Dia 10 de dezembro – Rutura das relações diplomáticas URSS-Albânia.

Dia 16 de dezembro – José Dias Coelho é morto a tiro pela PIDE na Rua da Creche em Alcântara.

Dia 18 de dezembro – União Indiana invade Goa. Segundo Américo Tomás, as entradas portuguesas tinham sido de leão e as saídas pouco menos do que sendeiros. Nessa noite, cortejo de silêncio em Lisboa. Diz então o cardeal Cerejeira: Portugal não morre, mas a perda da Índia Portuguesa levar-lhe-ia  parte da sua alma. Ao abrigo do artigo 63º do Tratado de Roma, a autoridade comunitária aprova um Programa Geral para a supressão das restrições à livre prestação de serviços.

Dia 20 de dezembro – Pierre Chatenet é nomeado para substituir Pierre Hirsch como presidente da CEEA.

Dia 21 de dezembro – Encontro entre John Kennedy e MacMillan nas Bermudas.

Dia 25 de dezembro – Convocação do Concílio Vaticano II.

Dia 30 de dezembro – Delgado entra em Portugal pela fronteira de Vila Verde de Ficalho. Chega a Lisboa ao anoitecer.

Dia 31 de dezembro – Na noite de 31 de dezembro para 1 de janeiro, assalto ao quartel de Beja (regimento de Infantaria 3), comandado pelo capitão Varela Gomes e Manuel Serra. Durante os incidentes, morre Jaime da Fonseca, subsecretário de Estado do Exército. Desde 1931 que a oposição não disparava um único tiro. Segundo Humberto Delgado, a revolta de Beja  representou o fim do planeamento e da ação simbólica, em prol da ação direta.

Dia 3 de janeiro – Discurso de Salazar na Assembleia Nacional sobre o caso de Goa, lido por Mário de Figueiredo, dada a afonia do Presidente do Conselho.

Dia 11 de janeiro – Delgado sai de Portugal.

Dia 2 de fevereiro – Memorial confidencial de Marcello Caetano para o governo propõe a criação de um Estado Federal.

Março – Franceses libertam Ben Bella.

Dia 18 de março – Acordo de Evian entre De Gaulle e a FPLN.

Dia 6 de abril – Começa a greve dos estudantes de Lisboa.

Dia 8 de abril – Plebiscito em França aprova os acordos de Evian.

Dia 1 de maio – Tumultos em Lisboa, Porto, Almada e Cova de Iria. 2 Mortos.

Dia 11 de maio – Adriano Moreira na Casa do Infante no Porto profere a conferência Geração traída. Questão da cantina universitária de Lisboa. Marcello Caetano demite-se de Reitor da Universidade Clássica de Lisboa. Será substituído por Paulo Cunha.

Dia 22 de maio – Chegam a Lisboa 1 200 prisioneiros da Índia, a bordo do Vera Cruz.

Dia 28 de maio – Várias sessões comemorativas. Salazar proclama quase seria uma traição aos mortos se houvesse o mais pequeno dissídio.

Dia 11 de junho – Conferência de Adriano Moreira no Instituto de Estudos Políticos de Madrid.

Dia 1 de julho – Plebiscito na Argélia aprova a independência.

Criados os Estudos Gerais de Angola e Moçambique. Serão reitores de Angola, André Navarro, e de Moçambique, Veiga Simão.

Agosto – Adriano Moreira visita a Guiné e Cabo Verde.

Dia 18 de etembro – Discurso de Franco Nogueira na Assembleia Geral da ONU.

Dia 25 de novembro – Estudantes insurgem-se contra o Ministro da Educação Lopes de Almeida no Instituto Superior Técnico.

Dia 4 de dezembro – Remodelação no governo. Saem Adriano Moreira, Lopes de Almeida, Kaúlza e Ferreira Dias.

Dias 19 a 21 de dezembro – Conferência da oposição em Praga – Realiza-se em Praga a  Conferência das Forças Antifascistas Portuguesas que dão origem à Frente Patriótica de Libertação nacional (FPLN). Nessa reunião estão presentes o Movimento Nacional Independente de Delgado, representado por Manuel Sertório; a Resistência Republicana e Socialista, de Mário Soares; o PCP e o MAR.

Primeira infiltração guerrilheira na Guiné.

Dia 3 de janeiro – Morte de Caeiro da Mata.

Dia 22 de janeiro – Segunda infiltração terrorista na Guiné. A primeira ocorreu em dezembro de 1962.

Dia 29 de janeiro – Surge a revista O Tempo e o Modo dirigida por António Alçada Baptista.

Fevereiro – Constituído em Argel o Governo de Angola no exílio.

Dia 22 de março – Nota oficiosa do Conselho de Ministros sobre o comportamento das forças armadas na invasão de Goa.

Dia 3 de abril – Arde em Lisboa a fragata D.Fernando II e Glória, a última nau da Índia que havia sido construída nos estaleiros de Goa em 1843.

Dia 8 de abril – Artigo de Salazar sobre a política ultramarina portuguesa é publicado numa revista inglesa.

Dia 1 de maio – Incidentes na Baixa de Lisboa.

Dia 9 a 11 de maio – Reunião em Lisboa do Conselho Ministerial da EFTA.

Dia 14 de maio – Reunião entre Salazar e Franco em Mérida, de 14 para 15 de Maio.

Dia 26 de maio – Assinada a Carta da OUA.

Dia 28 de maio – Sessões comemorativas do regime. Discurso de Correia de Oliveira em Braga: se a unidade da frente interna não está em perigo, não poderemos, no entanto, ignorar a força do inimigo que a ataca. Desabamento da cobertura da estação do Cais Sodré. 50 mortos.

Dia 3 de junho – Morte de João XXIII.

Dia 10 de junho – O primeiro 10 de Junho no Terreiro do Paço – Realizam-se pela primeira vez cerimónias militares no Terreiro do Paço, por ocasião do Dia de Portugal, onde se condecoram militares. Discurso de Câmara Pina  o Exército é o último quadrado que nas crises graves defende o destino e a consciência da Nação.

Dia 21 de junho – Eleição de Paulo VI. Às 11 horas e 22 minutos, surge o fumo branco do habemus papam, com a elevação do Cardeal Montini.

Dia 22 de junho – Inauguração da Ponte da Arrábida no Porto. Obra do Engenheiro Edgar Cardoso.

Dia 12 de julho – Etiópia corta as relações com Portugal.

Dia 12 de agosto – Comunicação televisiva de Salazar ao país sobre a política ultramarina.

Dia 23 de agosto – Forças armadas e de segurança fazem manifestação de apoio a Salazar.

Dia 27 de agosto – Manifestação popular de apoio à política ultramarina no Terreiro do Paço.

Setembro – Começa a guerrilha do PAIGC na Guiné de forma sistemática.

Dia 6 de setembro – Américo Tomás parte no paquete Infante D. Henrique para uma visita a Angola e S. Tomé e Principe.

Outubro – Mac Millan abandona o poder por causa do escândalo Profumo.

Dia 15 de outubro – Ehrard substitui Adenauer.

Dia 17 de outubro – Tomás regressa a Lisboa depois de viagem a Angola e S. Tomé. Manifestação à chegada.

Dia 22 de novembro – Assassinato de Kennedy em Dallas.

Dezembro – Artigos de Armando Cortesão em defesa da política ultramarina e criticando o historiador Charles Boxer.

Janeiro – Francisco Martins Rodrigues é expulso do PCP. Criada a FAP Frente de Acção Patriótica.

Dia 17 de março – Acordo com a França para a utilização de uma estação de rastreio na Ilha das Flores.

Dia 31 de março – Golpe militar no Brasil derruba João Goulart.

Abril – Aprovado no PCP o relatório de Álvaro Cunhal Rumo à Vitória. Criado o CMLP Comité Marxista Leninista Português.

Dia 1 de maio – Distúrbios no Rossio e na Avenida da Liberdade.

Dia 27 de maio – Morte de Nehru.

Dia 10 de junho – Comemorações. Discurso do Almirante Reboredo e Silva.

Dia 6 de julho – Independência do Malawi.

Dia 23 de julho – Início da visita de Tomás a Moçambique.

Dia 19 de agosto – Américo Tomás regressa a Lisboa, depois de visitar Moçambique.

Dia 2 de setembro – Morte de Craveiro Lopes.

Outubro – Terceira Conferência da FPLN: afastamento de Delgado. Criação da Acção Socialista Portuguesa. Caso Luandino Vieira na Sociedade Portuguesa de Escritores.

Dia 16 de outubro – Harold Wilson, primeiro ministro britânico.

Dia 2 de dezembro – Destruído por incêndio o Teatro Nacional de D. Maria II.

Dia 25 de dezembro – Paulo VI desloca-se a Bombaim para o 38º Congresso Eucarístico Internacional.

Dia 8 de dezembro – Inaugurado na Sociedade de Geografia de Lisboa o I Congresso das Comunidades Portuguesas no Mundo.

Dia 24 de janeiro – Morte  de Churchill.

Dia 13 de fevereiro – Agente da PIDE Casimiro Monteiro assassina Humberto Delgado em Olivença.

Dia 18 de fevereiro – Posse da nova Comissão Executiva da UN.

Dia 25 de fevereiro – Em Rabat, Henrique Cerqueira anuncia o desaparecimento de Delgado.

Dias 8 a 11 de março – Visita Lisboa Munoz Grande.

Dia 19 de março – Remodelação do Governo. Silva Cunha, Ministro do Ultramar; Corrêa de Oliveira, Ministro da Economia; Mota Veiga, Ministro de Estado.

Abril – Preso Domingos Abrantes do CC do PCP.

Dia 27 de abril – Inaugurada estátua de Salazar em Santa Comba, bem como o Palácio de Justiça de Lisboa. Telegrama da agência EFE anuncia o aparecimento do cadáver de Delgado. Reúne o diretório Democrato Social. Salazar discursa ao receber a Liga dos Antigos Graduados da MP. Sobre o caso Delgado, observa Tomás que a PIDE terá caído num ardil de que totalmente não se terá apercebido.

Dia 24 de abril – Aparecem os cadáveres de Delgado e da secretária.

Dia 28 de abril – Mário Soares e Abranches Ferrão são constituídos advogados da família Delgado.

Dia 25 de maio – Inaugurada a Academia Internacional da Cultura Portuguesa.

Dia 14 de junho – Novo Ministro das Finanças, Ulisses Cortês.

Dia 23 de junho – União Nacional anuncia a candidatura de Tomás.

Dia 25 de julho – Américo Tomás reeleito por colégio eleitoral. 13 votos nulos.

Setembro – Realiza-se na URSS o V Congresso do PCP. Secretariado do CC com Álvaro Cunhal, Sérgio Vilarigues e Manuel da Silva.

Dia 11 de setembro – Intervenção de Franco Nogueira na Assembleia Geral da ONU.

Dia 20 de setembro – Morte de D. Manuel Trindade Salgueiro, Arcebispo de Évora.

Dia 1 de outubro – Preso Pulido Valente do CMLP.

Dia 4 de outubro – Paulo VI na ONU.

Dia 14 de outubro – Manifesto da oposição defende autodeterminação do Ultramar.

Dia 15 de outubro – Manifesto da Oposição Democrática. Por Lisboa Acácio Gouveia, Adão e Silva, Zenha, Medeiros Ferreira, Sottomayor Cardia, Mário Soares, Raul Rego, Nuno Rodrigues dos Santos. Pelo Porto, António Macedo, Armando Bacelar, Artur Santos Silva, Cal Brandão, Helder Ribeiro, Olívio França. Por Leiria, Vasco da Gama Fernandes e José Ferreira Júnior.

Dia 25 de outubro – Documento de católicos contra o regime.

Movimento Monárquico Independente (criado em 1957) intervém. Destacam-se Fernando Amado, Gonçalo Ribeiro Teles, João Camossa.

Novembro – GAPs lançam bomba contra instalações da polícia.

Dia 7 de novembro – Eleições da Assembleia Nacional.

Dia 11 de novembro – Declaração unilateral da independência da Rodésia. Em 2 de março de 1970 transforma se em República. Em 11 de abril de 1980, Zimbabwe. Sanções da ONU contra a Rodésia.

Dia 24 de novembro – Mobutu toma o poder no Congo.

Dia 30 de novembro – Inaugurada a IX Legislatura da Assembleia Nacional.

Dezembro – Presos os dirigentes comunistas Rogério de Carvalho e Veiga de Oliveira.

Dia 13 de dezembro – Morte de Azevedo Gomes.

Janeiro – Preso Francisco Martins Rodrigues da CMLP.

Dia 13 de março – Representantes das forças vivas de Angola vêm a Lisboa homenagear Salazar.

Dia 15 de março – Jonas Savimbi funda a UNITA.

Dia 24 de março – Entrevista de Salazar ao New York Times.

Dia 10 de maio – Antunes Varela faz a apresentação solene do projeto de Novo Código Civil: um vinho novo vai correr nos velhos tonéis que a ciência jurídica pôde armazenar ao longo de um século.

Dia 28 de maio – Comemorações do 28 de Maio – Salazar discursa em Braga nas comemorações do 40 º aniversário do 28 de maio. Faz a sua primeira viagem de avião e elogia a política ultramarina de Norton de Matos. Houve Te Deum na Sé com homília de D. Francisco Maria da Silva. As comemorações têm como divisa celebrar o passado, construir o futuro.

Dia 10 de junho – Discurso de Veiga Simão nas comemorações oficiais do Dia de Portugal.

Dia 29 de julho – A seleção portuguesa de futebol, os magriços, fica em 3º lugar no campeonato do Mundo realizado em Londres. O moçambicano Eusébio é então considerado o melhor jogador do mundo.

Dia 6 de agosto – Inaugurada a Ponte sobre o Tejo, dita Ponte Salazar.

Dia 11 de agosto – Entrevista de Correia de Oliveira ao Diário de Lisboa: assentámos o fomento industrial em salários baixos e, estes, numa alimentação barata e, esta, na fixação e no congelamento, por largos períodos, de preços para produtos agrícolas que, mantidos ao longo do tempo, desencorajaram o investimento neste setor.

Dia 23 de setembro – Comemorações Corporativas – Comemoração do 33º aniversário do Estatuto do Trabalho nacional. Salazar inaugura o edifício da Praça de Londres onde se instala o Ministério das Corporações e diz que no nosso século, somos a única Revolução Corporativa que triunfa.

Dia 24 de setembro – Nota oficiosa do MNE dá a conhecer ataque à Embaixada em Kinshasha.

Dia 3 de novembro – Eletrificação completa do caminho de ferro da Linha do Norte.

Dia 5 de novembro – Entrevista de Salazar a Le Figaro.

Incidentes em Macau.

Dia 7 de dezembro – Inaugurado o Panteão Nacional. Acabam as obras de santa Engrácia.

Dia 29 de dezembro – Encerram na Assembleia Nacional as comemorações do  40º aniversário da Revolução Nacional. Na presença de Salazar, discursam Baltazar Rebelo de Sousa, José Hermano Saraiva e Melo e Castro. Este último, de forma inconformista, dirige se, deste modo, a Salazar: ainda um grande serviço tem de pedir se lhe, após tantos e tamanhos que tem prestado … o de afeiçoar os mecanismos da governação … de modo que o país possa progredir à medida do tempo presente e sem que tenha de depender do impulso da sua autoridade ou de abrigar se à sombra do seu prestígio. Conclui defendendo a necessidade de autêntica vida representativa, à participação do maior número nas tarefas do governo que a todos respeitam.

Dia 6 de janeiro – Intervenção dos operários na Revolução Cultural; criação da Comuna de Xangai.

Dia 22 de janeiro – Inauguradas as instalações do COMIMBERLANT em Oeiras.

Dia 26 de janeiro – Morte de três astronautas norte-americanos numa experiência da cápsula Apolo.

Dia 27 de janeiro – Acordo sobre a cooperação pacífica no espaço cósmico entre USA, Reino Unido e URSS.

Dia 30 de janeiro – Podgorny visita o Vaticano.

Dia 31 de janeiro – RFA e Roménia estabelecem relações diplomáticas.

Dia 28 de março – Populorum Progressio.

Dia 5 de abril – Chegam a Alverca os restos mortais de D. Miguel I.

Dia 12 de abril – Arantes de Oliveira abandona o Ministério das Obras Públicas.

Dia 21 de abril – Golpe dos Coronéis na Grécia.

Maio – Terceira cimeira dos seis em Roma.

Dia 10 de maio – Reino Unido, Irlanda e Dinamarca pedem formal adesão à CEE. Idêntica atitude será tomada pela Noruega em 21 de julho.

Dia 16 de maio – Novo veto francês à adesão britânica. Fim do Kennedy Round; acordo entre os USA e a CEE para abaixamento das taxas aduaneiras.

Dia 31 de maio – Presos 27 deputados na Grécia.

Dia 13 de maio – Paulo VI em Fátima.

Dia 17 de maio – Assalto ao Banco de Portugal – Grupo oposicionista liderado por Palma Inácio assalta agência do Banco de Portugal na Figueira da Foz e desviam 29 mil contos.

Dia 25 de maio – Final da Taça dos Campeões Europeus em Lisboa, no Jamor.

Dia 30 de maio – Proclamada a independência do Biafra.

Dias 5 a 10 de junho – Guerra arabo-israelita, a chamada Guerra dos Seis Dias.

Dia 17 de junho – Explosão da primeira bomba H chinesa.

Dias 23 a 25 de junho – Encontro entre Johnson e Kossyguine em Nova Jersey.

Dia 30 de junho – Assinatura em Genebra do Ato final do Kennedy Round, iniciado em 1964.

Dia 10 de junho – Discurso de Arnaldo Miranda Barbosa: se a Índia não pôde salvar-se com a espada da justiça, não poderá salvar-se Portugal em África sem a justiça da espada.

Dia 19 de junho – Criação da LUAR de Palma Inácio.

Dia 23 de junho – Inaugurados os estaleiros da Lisnave na Margueira.

Dia 1 de julho – Comemoração do centenário da abolição da pena de morte. Discurso de Guilherme Braga da Cruz. Entra em vigor o Tratado de Bruxelas de 8 de abril de 1965 sobre a fusão das três Comunidades Europeias; o belga Jean Rey é o novo presidente da Comissão, substituindo o alemão Hallstein.

Dia 5 de julho – Ministro Mota Veiga anuncia projeto do III Plano de Fomento (1968-1972).

Dia 11 de julho – Criada a Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica.

Dias 14 a 20 de julho – II Congresso das Comunidades de Cultura Portuguesa, promovido por Adriano Moreira, reúne-se em Moçambique.

Dia 24 de julho – De Gaulle em Montreal lança o grito Viva o Quebeque Livre.

Dia 24 de setembro – Almeida Costa substitui Antunes Varela no Ministério da Justiça.

Dia 9 de outubro – Morte de Che Guevara na Bolívia.

Dia 31 de outubro – Nguyen Van Thieu assume o poder no Vietname do Sul.

Dia 23 de novembro – Criado um Secretariado da Reforma Administrativa.

Dia 25 de novembro – Grandes inundações em Lisboa. Mais de duzentos mortos. Greve da Universidade de Nanterre.

Dia 27 de novembro – A França volta a vetar a adesão do Reino Unido à CEE.

Dia 30 de novembro – Municípios de Moçambique vêm a Lisboa homenagear Salazar.

Governo de Wilson desvaloriza a libra em 14,3%.

Dia 3 de dezembro – Christian Barnard faz o primeiro transplante cardíaco.

Dia 19 de dezembro – França recusa a adesão do Reino Unido à CEE.

Dia 1 de janeiro – Nacionalização da companhia Telefones de Lisboa e do Porto.

Dia 30 de janeiro – Ofensiva do Tet no Vietname do Sul.

Dia 21 de fevereiro – Manifestação de apoiantes do regime em Lisboa, no regresso de Américo Tomás de uma visita à Guiné e a Cabo Verde.

Dia 12 de março – Abertura de propostas para a execução de Cabora Bassa.

Dia 4 de abril – Assassinato de Martin Luther King.

Dia 8 de abril – Começa a primavera de Praga.

Dia 27 de abril – Comemora-se o 40º aniversário da entrada de Salazar no governo. Inaugura-se a estátua de Nuno Álvares na Batalha e o centro de informática do ministério das finanças. À noite, no Teatro da Trindade, há uma sessão da Liga Nacional 28 maio.

Dia 28 de abril – Salazar faz 79 anos de idade.

Dia 20 de maio – António Spínola toma posse como governador da Guiné.

Junho – Assassinato de Robert Kennedy.

Em Portugal inauguravam-se fábricas de cerveja e de margarina nos arredores de Lisboa, bem como outra da Standard Eléctrica em Cascais.

Em França, os gaullistas vencem a segunda volta das legislativas francesas.

Julho – Greve da Carris termina com agradecimento formal e público dos trabalhadores a Salazar. A cerimónia é transmitida pela televisão.

Dia 12 de julho – Baltazar Rebelo de Sousa toma posse como governador de Moçambique.

Dias 22 a 24 de julho – Paulo VI em Bogotá no Congresso Eucarístico Internacional. Nesse mês edita a encíclica Humanae Vitae.

Dia 19 de agosto – Toma posse o último governo de Salazar. Gonçalves Rapazote no interior; José Hermano Saraiva, na educação; Dias Rosas, nas finanças; Bettencourt Rodrigues no exército; Pereira Crespo na marinha; Jesus dos Santos, na saúde.

Dia 23 de agosto – PCP apoia a invasão de Praga pelas tropas do Pacto de Varsóvia.

Dia 4 de setembro – Primeiros sinais de desconexão mental de Salazar. Um mês antes tinha caído de uma cadeira no Forte de Santo António da Barra no Estoril.

Dia 6 de setembro – Salazar operado de urgência  ao cérebro por Vasconcelos Marques. No dia 16 é acometido de trombose.

Dia 17 de setembro – Reunião do Conselho de Estado. Discute-se a substituição de Salazar. É consensual a opinião sobre a nomeação imediata de um novo Presidente do Conselho.

Dias 18 a 21 de setembro – Tomás inicia consultas para a nomeação de um sucessor de Salazar. A maioria dos dignitários do regime contactados apoia Marcello Caetano, embora também tenham indicado Franco Nogueira e Antunes Varela. Fala-se em Adriano Moreira e Tomás nas suas memórias diz que teria preferido Pedro Teotónio Pereira, se este não estivesse doente.

Dia 24 de setembro – Tomás recebe Caetano, enquanto Soares da Fonseca lhe pede  para o mesmo não ser nomeado.

Dia 26 de setembro – Tomás anuncia a nomeação de Marcello Caetano.

Posse de Marcello Caetano. Renovação na continuidade. Apenas entram três novos ministros: Vaz Pinto, como ministro de Estado; Sá Viana Rebelo, na defesa e Rui Sanches, nas obras públicas.

Dia 3 de outubro – Golpe militar no Peru.

Dia 10 de outubro – Já se proclama que O Estado Corporativo é um Estado Social.

Dia 15 de outubro – Reunião em Lisboa da assembleia anual da NATO.

Dia 20 de outubro – Morre em Caxias o oposicionista Daniel Teixeira.

Dias 24 a 28 de outubro – Kurt Kiesinger visita Lisboa.

Dia 5 de novembro – Nixon eleito Presidente dos USA. Abre a última sessão da IX Legislatura da Assembleia Nacional.

Dia 25 de novembro – Marcello Caetano discursa na AN.

Dia 27 de novembro – Inaugurada a Universidade Católica em Lisboa.

Dia 29 de novembro – Castro Fernandes pede exoneração de presidente da Comissão Executiva da UN.

Dia 3 de dezembro – Conselho de Ministros converte em Universidades os Estudos Gerais de Angola e Moçambique.

Dia 10 de dezembro – Afonso Marchueta toma posse como governador civil de Lisboa.

Dia 19 de dezembro – Posse da nova Comissão Executiva da União Nacional. O presidente é José Guilherme de Melo e Castro. Como vogais, Domingos Braga da Cruz, Hermes dos Santos e João Pedro Neves Clara.

Dia 20 de dezembro – O exilado Jorge Sena visita Portugal.

Dia 26 de dezembro – Nova lei eleitoral.

Dia 22 de dezembro – Lei nº 2 137.

Dia 6 de janeiro – É criado um gabinete de Planeamento no Ministério das Corporações e da Previdência Social que vem a ser dirigido por Maria de Lurdes Pintasilgo. É o primeiro de uma série prevista pelo DL 49 194 de 19 de agosto de 1969, visando a interligação dos diversos departamentos governamentais com vista à preparação do Plano de Fomento de Moçambique.

Dia 15 de janeiro – Segunda remodelação governamental. Uma nova estrutura do governo, com quatro ministros coordenadores: Sá Viana Rebelo (defesa nacional e exército); Rui Sanches (obras públicas e comunicações); Baltazar Rebelo de Sousa (corporações e saúde); Dias Rosas (finanças e economia). Destes, a novidade chama-se Rebelo de Sousa, vindo de Moçambique. Noutras áreas, os novos ministros são Rui Patrício, nos negócios estrangeiros, e Veiga Simão, na educação nacional. Rebelo de Sousa  traz para a saúde e Assistência Gonçalves Ferreira que vai fazer equipa com Silva Pinto e Nogueira de Brito. Nas Comunicações e Transportes, aparece Oliveira Martins como secretário de Estado. Na juventude e desportos, Augusto de Ataíde. No comércio, Vaz Pinto. (20 de fevereiro).

Dia 27 de fevereiro – Preso Salgado Zenha quando ia realizar um colóquio sobre o problema colonial na Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa.

Dia 1 de março – V Congresso da União Nacional que, depois de eleger Salazar como presidente honorário, logo se extingue e passa a Acção Nacional Popular no dia 21.

Ao aceitar a presidência da ANP, Marcello Caetano faz um discurso sobre o Estado Social. Arantes e Oliveira toma posse como Governador geral de Moçambique.

Dia 2 de março – Rodésia sai da Commonwealth e transforma se em República sob a presidência de Ian Smith.

Dia 13 de março – Lopes dos Santos toma posse como Governador de Cabo Verde.

Dia 19 de março – Criados gabinetes de planeamento nas Secretarias de Estado da Agricultura, Comércio e Indústria.

Dia 21 de março – Brandt encontra se com Stoph na RDA.

Abril – Caetano visita os Açores e Silva Cunha a Guiné.

Dia 8 de abril – É preso Jaime Gama e fixada residência a Raul Rego.

Dia 11 de abril – Conversa em família de Marcello Caetano. Declara que não há liberdade contra a lei, numa alusão à s movimentações de Mário Soares e dos seus amigos.

Dia 25 de abril – Debate sobre Portugal no Conselho da Europa.

Dia 30 de abril – O líder estudantil de Coimbra, Alberto Martins, vem a Belém pedir benevolência a Américo Tomás. Discursam o Reitor da Universidade de Coimbra Gouveia Monteiro e o Professor Teixeira Ribeiro. É formada a Convergência Monárquica, reunindo o Movimento Popular Monárquico de Gonçalo Ribeiro Teles, a Renovação Portuguesa, de Henrique Barrilaro Ruas, e a Liga Popular Monárquica, de João Vaz Serra e Moura. Nas eleições de 1969, o primeiro grupo participara nas listas da CEUD, enquanto os restantes participaram na CEM.

Dia 3 de maio – Nota da DGS informa ter sido aberto procedimento criminal contra Mário Soares.

Dias 20 a 23 de maio – Costa Gomes chega a Angola como Comandante Chefe.

Dia 24 de maio – Caetano visita Espanha.

Dia 31 de maio – Abreu Faro substitui Justino Mendes de Almeida como Secretário de Estado da Administração Escolar.

Dia 10 de junho – É nomeado bispo o negro D. Eduardo André Muaca. Fora amigo do Padre Joaquim Pinto de Andrade, entretanto preso em Caxias.

Dia 17 de junho – Os armadores e pescadores homenageiam Caetano. Morre Almada Negreiros.

Dia 20 de junho – Sindicatos nacionais e casas do povo homenageiam Caetano em S. Bento.

Dia 3 de julho – Inaugurada exposição de Vieira da Silva na Gulbenkian.

Dia 15 de julho – Paulo VI recebe Agostinho Neto, Amílcar Cabral e Eduardo Mondlane. No dia seguinte, protesto do governo português.

Dia 16 de julho – Tomás parte para visita a S. Tomé e Príncipe.

Dia 23 de julho – Salazar acometido de doença infeciosa.

Dia 25 de julho – Marcello Caetano em conversa em família critica a ala liberal.

Dia 27 de julho – Em acidente na Guiné (queda de um helicóptero) morrem vários deputados, entre os quais o chefe da ala liberal Pinto Leite.

Dia 29 de julho – Morre Oliveira Salazar.

Dia 30 de julho – Tomás regressa a Lisboa.

Dia 3 de agosto – Funerais de Salazar para o Vimieiro. Homília de Moreira das Neves e discurso de Afonso Queiró, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Dia 12 de agosto – Mário Soares é autorizado a vir a Lisboa para os funerais do Dr. João Soares. Vai depois instalar-se em Paris.

Dia 18 de setembro – Surge a primeira mulher num governo português: Maria Teresa Lobo como SSE da Saúde e Assistência.

Dia 1 de outubro – Fundado o MRPP.

Dia 5 de outubro – Fundada a Intersindical.

Dia 10 de outubro – Os oposicionistas Acácio Gouveia e Nuno Rodrigues dos Santos dizem-se partidários da defesa do ultramar. Em entrevista ao Diário de Lisboa, o primeiro declara expressamente o Ultramar pertence a todos nós todos temos a obrigação de defender o Ultramar.

Dia 30 de outubro – Primeira ação armada da ARA, organismo do PCP. Bomba no navio Cunene.

Dia 31 de outubro – João Salgueiro é demitido se SSE do Planeamento para poder continuar presidente da SEDES.

Novembro – Mota Campos nomeado Ministro de Estado.

Dia 9 de novembro – Em Argel a FPLN afasta o representante do PCP, Pedro Soares, e afirma-se revolucionária.

Dia 16 de novembro – Morte de De Gaulle.

Dia 20 de novembro – Conversa em família de Marcello Caetano.

Dia 25 de novembro – Desembarque em Conakri de Alpoim Galvão. Spínola e o Governo vai formalmente desmentir o facto. Em Lisboa segunda ação armada da ARA contra equipamento militar destinado ao Ultramar.

Dia 2 de dezembro – Marcello Caetano discursa sobre a revisão constitucional. Está desfeita a lua de mel com a chamada ala liberal. O Ministro dos Estrangeiros espanhol Lopez Bravo visita Lisboa.

Dia 14 de dezembro – Abre a segunda sessão legislativa da X Legislatura da Assembleia Nacional.

Dia 15 de janeiro – Segunda grande remodelação governamental de Marcello Caetano, com a criação dos cargos de Ministros Coordenadores. Veiga Simão, Ministro da Educação.

Dia 17 de fevereiro – Prisão de Francisco Salgado Zenha, impedido de realizar colóquio sobre o problema colonial na Faculdade de Direito de Lisboa.

Dias 20 e 21 de fevereiro – União Nacional no seu V Congresso passa a designar-se Acção Nacional Popular; Marcello Caetano substitui a expressão Estado Novo pela de Estado Social.

Dia 1 de março – Arantes e Oliveira, governador de Moçambique.

Dia 13 de março – Criados gabinetes de planeamento nos ministérios económicos.

Dia 8 de abril – Discurso de Caetano contra as atividades de Mário Soares e dos seus amigos políticos.

Dia 11 de abril – O líder dos estudantes de Coimbra, Alberto Martins, vai pedir benevolência a Américo Tomás.

Dia 20 de abril – Debate sobre Portugal no Conselho da Europa.

Dia 25 de abril – A oposição monárquica reúne-se no movimento Convergência Monárquica.

Maio – Costa Gomes assume o comandante chefe das forças armadas de Angola.

Dias 20 a 23 de maio – Marcello Caetano visita Espanha.

Dia 31 de maio – Nomeado o bispo negro D. Eduardo Muaca.

Dia 4 de junho – Vorster visita Lisboa.

Dia 15 de junho – Morte de Almada Negreiros.

Dia 3 de julho – Paulo VI recebe Amílcar Cabral, Agostinho Neto e Marcelino dos Santos.

Dia 23 de julho – Discurso de Marcello Caetano criticando a ala liberal.

Dia 25 de julho – Em queda de helicoptero na Guiné, morrem vários deputados, entre os quais o guineense Pinto Bull e o líder da ala liberal Pinto Leite.

Dia 27 de julho – Morte de Salazar.

Dia 3 de agosto – Mário Soares autorizado a regressar a Lisboa, para participar no funeral do pai.

Dia 20 de agosto – A primeira mulher num governo português, Maria Teresa Lobo, subsecretária da saúde e assistência, toma posse.

Dia 18 de setembro – Fundado o MRPP.

Dia 1 de outubro – Formada a Intersindical.

Dia 3 de outubro – Os oposicionistas Nuno Rodrigues dos Santos e Acácio Gouveia declaram-se partidários da defesa do Ultramar.

Dia 26 de outubro – Surgem as primeiras ações armadas da ARA, ligada ao PCP.

Dia 30 de outubro – João Salgueiro, membro da SEDES, abandona o governo.

Dia 31 de outubro – Mota Campos, novo Ministro de Estado.

Dias 19 a 23 de novembro – Ataque de tropas especiais portuguesas a Conakry.

Novembro – Na Assembleia Nacional inicia-se a discussão sobre a revisão da Constituição de 1933.

Dia 23 de janeiro – Sá Carneiro faz requerimento na Assembleia Nacional sobre presos políticos.

Dia 15 de fevereiro – Conversa em família de Marcello Caetano sobre as reformas que está empreender: reforma administrativa, do ensino e constitucional.

Dia 23 de fevereiro – Caetano inicia visita a Cabo Verde.

Dia 5 de março – Nota oficiosa do Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre onze técnicos agrícolas raptados em Moçambique pela COREMO e levados para a Zâmbia.

Dia 7 de março – Bomba em Tancos.

Dia 6 de abril – Entrevista de Marcello Caetano a L’Aurore. 

Dia 16 de abril – Entrevista de Francisco Sá Carneiro a Jaime Gama, jornalista de Repúblicase amanhã me pudesse enquadrar em qualquer partido, estou convencido que dentro dos quadros da Europa Ocidental comummente aceites, iria para um partido  social-democrata. 

Dia 26 de abril – Navio Angoche encontrado à deriva em Moçambique.

Dia 13 de maio – Anunciada a nomeação de D. António Ribeiro como Cardeal de Lisboa, sucedendo a Cerejeira.

Dia 28 de maio – Jantar dos ultras no Pavilhão dos Desportos do Porto com discursos contra Marcello Caetano. Manifestação contra o Bispo do Porto. Detidos vários elementos.

Dia 30 de maio – Marcello Caetano, que depois do 28 de maio chegara a ponderar a extinção da Legião Portuguesa, decide assistir a concentração realizada em Braga, apresentando mensagem.

Dia 1 de junho – Douglas Home visita Lisboa.

Dia 3 de junho – Reunião do Conselho da Nato em Lisboa. ARA sabota o sistema de comunicações de Lisboa com o estrangeiro.

Dia 9 de junho – Conselho de Ministros anuncia a criação do Gabinete de Sines.

Dia 15 de junho – Conversa em família de Caetano sobre a comemoração do IV centenários d’ Os Lusíadas.

Dia 23 de junho – Marcello Caetano convida Américo Tomás para ser reeleito Presidente da República.

Dia 17 de julho – Explosão no paiol da Escola Prática de Cavalaria em Santarém.

Dia 23 de julho – Conversa em família de Caetano sobre os debates em curso na Assembleia Nacional quanto à revisão constitucional.

Dia 24 de julho – Morte de Augusto de Castro, diretor do Diário de Notícias.

Dia 26 de julho – Spiro Agnew, Vice Presidente norte americano, visita Lisboa.

Dia 6 de agosto – Lei nº 3/71 revê a Constituição de 1933.

Dia 9 de agosto – Início do terceiro mandato de Américo Tomás como Presidente da República.

Dia 11 de agosto – Remodelação ministerial. Cotta Dias sucede a Dias Rosas. Mendes Ferrão o novo S. E. da Agricultura.

Dia 24 de setembro – Presidente Banda do Malawi visita Moçambique.

Dia 27 de setembro – ANP homenageia Caetano, com discurso de Cotta Dias.

Dia 12 de outubro – Pimentel dos Santos nomeado Governador geral de Moçambique. Criado o Secretariado para a Juventude.

Dia 21 de outubro – Conversa em família de Caetano sobre o custo de vida.

Dia 30 de outubro – Mota Campos toma posse como Ministro de Estado.

Dia 9 de novembro – Assinado novo acordo sobre a Base das Lajes.

Dia 15 de novembro – Início da 3ª sessão da XI legislatura.

Dia 16 de novembro – Nova conversa em família de Caetano.

Dia 21 de novembro – D. António Ribeiro entra na Sé patriarcal de Lisboa.

Dias 12 a 14 de dezembro – Cimeira dos Açores entre Nixon e Pompidou.

Dia 16 de  dezembro – Conversa em família de Caetano. Aborda a questão do Acordo das Lajes.

Dia 10 de abril – Tomás parte para o Brasil, levando os restos mortais de D. Pedro IV.

Dia 18 de maio – Spínola encontra-se com Senghor no Senegal. Caetano vai ordenar a não continuação das conversações em 26 de maio.

Dia 27 de maio – Lei do fomento industrial de Rogério Martins, alarga o processo de liberalização.

Dia 28 de junho – Mário Soares discursa em Viena no Congresso da Internacional Socialista. Calmann Lévy edita Le Portugal Bailloné.

Dia 10 de julho – Giscard d’Estaing, então ministro francês das finanças, visita Lisboa.

Dia 25 de julho – Colégio eleitoral reelege Tomás. Há 29 listas nulas e 616 votos a favor. Mário Soares dá conferência de imprensa na Casa dos Comuns, promovida pelos trabalhistas.

Dia 15 de setembro – Costa Gomes sucede a Venâncio Deslandes como CEMGFA.

Outubro – Amílcar Cabral propõe a Spínola encontro em território português.

Dia 12 de outubro – O estudante Ribeiro dos Santos, militante do MRPP, é morto a tiro por agentes da DGS.

Dia 21 de outubro – O Secretário de Estado da Instrução e Cultura, Costa André, faz palestra na RTP sobre a crise universitária.

Dia 14 de novembro – Marcello Caetano, numa conversa em família, nega a possibilidade de negociações com os movimentos de libertação africanos.

Dia 19 de dezembro – Veiga Simão anuncia a criação de novas universidades.

Dia 6 de janeiro – Primeiro visto de Francisco Sá Carneiro no Expresso.

Dia 20 de janeiro – Assassinato de Amílcar Cabral.

Dia 26 de janeiro – Francisco Sá Carneiro pede a renúncia de deputado.

Dia 9 de março –  Três bombas em Lisboa, em instalações militares.

Dias 4 a 8 de abril – Congresso da Oposição Democrática em Aveiro (o 3º de Aveiro que deixa de ser republicano, dado que nele também participam monárquicos). Acordo prévio entre socialistas e PCP.

Dia 19 de abril – Fundado o Partido Socialista em Bad Munsterfeld, nos arredores de Bona.

Maio – Congresso da ANP em Tomar. Conclusões lidas por Silva Pinto que define o movimento como do centro.

Dia 13 de junho – I Congresso dos Combatentes do Ultramar no Porto. Telegrama de oposição vindo de oficiais da Guiné.

Dia 9 de julho – Greve dos bancários.

Dia 13 de julho – Decreto nº 353/73, o 1º decreto de Sá Viana Rebelo sobre a integração de milicianos no Quadro Permanente.

Dia 16 de julho – Caetano visita Londres. Regressa a Lisboa no dia 19.

Dia 18 de julho – II Congresso do PAIGC reúne-se em território libertado da Guiné.

Dia 25 de julho – Lei de bases da reforma do sistema educativo.

Dia 28 e 29 de julho – Encontro dos liberais – Encontro de Liberais na Sinase em Lisboa. Governador Civil de Lisboa não autoriza o Encontro dos Monárquicos, argumentando com a falta de autorização da Causa Monárquica. A Convergência Monárquica tinha criado Comissões Eleitorais Monárquicas de Intervenção Popular.

Dia 6 de agosto – Spínola regressa a Lisboa.

Dia 11 de agosto – Decreto-lei cria novas universidades.

Dia 1 de setembro – Bettencourt Rodrigues substitui Spínola.

Encontro entre delegações do PS e do PCP.

Dia 24 de setembro – PAIGC proclama a independência da Guiné Bissau em Madina de Boé.

Dia 28 de outubro – Eleição da Assembleia Nacional. Não participa a oposição. Mota Amaral e Correia da Cunha os único liberais de 1969 que se mantêm com Caetano.

Dia 7 de novembro – Remodelação ministerial. Silva Cunha, ministro da defesa; Silva Pinto, ministro das corporações; Baltazar Rebelo de Sousa, ministro do ultramar; César Moreira Baptista, ministro do interior.

Dezembro – Surge o Movimento dos Capitães. Reunião de Óbidos.

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