manuel alegre

Termo consagrado por Galbraith (na imagem) em The Affluent Society, de 1958, para caracterizar um estádio de desenvolvimento económico onde o objetivo já não deve ser o da produção de mais bens de consumo, mas antes o do aperfeiçoamento dos serviços públicos. Analisando o modelo norte-americano da época, considera que o desenvolvimento levou a tal produção de mercadorias que as pessoas já morrem, não por comer de menos, mas por comer demais, mas onde à abundância privada se contrapõe a miséria pública, devido ao facto de estimulando-se a produção de bens privados se restringir a produção de bens públicos, ao mesmo tempo que a publicidade provoca uma criação artificial de necessidades, potenciada pela concessão de facilidades de crédito, gerando-se a chamada sociedade de consumo. Deste modo em vez de se satisfazerem necessidades fundamentais, gasta-se dinheiro em necessidades triviais, nomeadamente no luxo.

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